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A meditação sob o olhar da Psicologia

Foto: Divulgação

Hoje em dia, o Ocidente possui conhecimento de práticas orientais e, consequentemente, passou a fazer uso delas. Uma destas práticas, bastante conhecida e difundida atualmente pelo mundo, é a meditação. Porém, na cultura ocidental esta prática também sempre esteve presente, mas se caracteriza de forma diferente, em práticas religiosas e de oração Cristã.

A meditação pode ser uma grande aliada da psicologia no processo de autoconhecimento. Existem estudos que comprovam que a meditação afeta positivamente o sistema límbico, que é responsável por controlar as emoções, o aprendizado e a memória.

O que muitas pessoas pensam é que a meditação se trata apenas de ficar por horas em uma única posição, tentando esvaziar a mente. Só que pelo contrário, pode ser qualquer atividade que seja feita com totalidade, com dedicação. De forma simples, meditar é aprender a prestar atenção. E prestar atenção é estar presente. É perceber a si e perceber melhor a realidade.

Entendendo que a meditação produz efeitos diretos sobre os pensamentos, pois a partir de sua prática o paciente passa a controlá-lo melhor, pode ser usada pelas pessoas que estão em psicoterapia para reduzir o stress e a ansiedade. Ainda gera um aprendizado em que o indivíduo passa a perceber sua situação de forma mais tranquila e a lidar com isso. Com uma compreensão melhor de seus pensamentos, estes indivíduos podem ter uma melhor percepção de seus sentimentos sobre estes pensamentos e aprenderão a se distanciar deles.

Ainda, pesquisas apontam seu efeito terapêutico em pessoas com fobias, stress pós-traumático, insônia e depressão. Portanto, os efeitos da meditação vão além da fisiologia cerebral, mas também atuam na percepção do mundo, que é um dos objetivos no processo psicoterapêutico.

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