Amor com limite

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Foto: Divulgação

Amar um filho é um ato involuntário, natural e sem medidas, desde que, em nome desse amor, os pais não ultrapassem os limites entre o certo e o errado na ânsia de protegê-lo. Pois, ser conivente com os erros praticados tira-nos a autoridade e o respeito perante a sociedade, além de dar a ele o mau exemplo da impunidade, prática habitual em nosso país.

Errou como mãe, como profissional da justiça e como cidadã a desembargadora Tânia Borges, de Mato Grosso do Sul, que virou sinônimo da injustiça social em todo o País, ao usar e abusar de seu poder e autoridade para libertar, em ocasiões distintas, os filhos presos por envolvimento com drogas e assalto. Há poucos anos um deles condenado por assalto a mão aramada recebeu as “bênçãos” da mãe magistrada e foi libertado para internação em clínica de luxo para tratamento.

Agora, o outro marmanjo de 37 anos de idade, monitorado há muito tempo e classificado pela Policia Federal como “bandido de alta periculosidade” , é flagrado portando 130 quilos de maconha, munições de fuzil de uso exclusivo das forças armadas e só utilizado por facções criminosas como PCC, maior e mais conhecida facção criminosa brasileira. E, novamente lá está a “mãezinha” passando a mão na cabeça, indo ela diretamente soltar o vadio da cadeia, deixando mais uma vez indubitável a crença de que no Brasil o crime não importa, mas sim as condições do criminoso. Se for rico, tiver “costas quentes”, a lei não se cumprirá. A polícia prende, mas os poderosos libertam, contrariando a lógica “justiça igual para todos”, pois o que temos hoje é uma lei para alguns, e outra lei para muitos, o que comumente chamamos de dois pesos e duas medidas.

Com todo respeito à classe médica, mas está evidente, salvo algumas exceções, que também estão se deixando corromper quando se propõem a diagnosticar atendendo falsos apelos. É difícil acreditar que o tal filho da desembargadora seja portador da Síndrome de Borderline, conforme atestados médicos, pois não existe dicionário algum da medicina que aponte o tráfico de drogas, munição e armas perigosas como sintomas da tal síndrome. Mas, graças a um diagnóstico médico, o vagabundo descansa numa clinica de luxo e não será mais julgado como traficante, mas sim como um doente, dependente de droga. Do que o dinheiro é capaz!

Enquanto isso, a mulher até então conhecida pelo vasto conhecimento jurídico, com uma trajetória profissional respeitada pelos relevantes trabalhos, com um currículo invejável, põe tudo por terra em defesa dos filhos indignos de tamanho sacrifício. O crime por ela cometido é gravíssimo porque ela representa a justiça, o cumprimento da lei, e ao ser conivente com os filhos está dando aval aos traficantes.

Assim, nesta semana que comemoramos o dia dos pais fica a dica: imponham limites, digam a eles que a vida não é fácil, ensine-os a buscar, a serem responsáveis pelos seus atos, a serem construtores de sua história. Deem o melhor que puder a seus filhos, mas mostrem a eles que os limites precisam ser obedecidos. Pai e mãe, se tiverem de chorar por serem enérgicos, chorem, chorem agora, para não ter que chorar depois num hospital, numa porta de delegacia.

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