Coluna Educação – Outubro: criança, professor, mulher

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O mês de outubro é marcado por grandes comemorações, mas três são de relevante importância pela interligação entre eles: criança, professor, mulher. Na criança, está nossa esperança de um mundo melhor; no professor, a responsabilidade de formá-la para a inserção e atuação na sociedade incerta que a espera; na mulher, o compromisso de gerar e proteger vidas.

A cada ano que passa, mais se percebe o distanciamento da essência das comemorações, pois as datas têm servido apenas para atender interesses particulares, em especial o estímulo ao consumismo a considerar a enxurrada de brinquedos que invade o comércio e as propagandas encantadoras que colocam os pais numa situação delicada, pois foge do entendimento da criança a dificuldade pela qual passam centenas e milhares de famílias na atual conjuntura do país. Pensar a criança deveria ser a maior e mais frequente preocupação de toda a sociedade, mas vive-se hoje num mundo desigual com carência de amor, de respeito, de valores, de esperança, além das necessidades básicas como saúde, educação e segurança.

E quando falamos em segurança nos vem à mente as criancinhas de Janaúba, que foram mortas exatamente por alguém contratado para fazer a segurança do local. A mente humana é um mistério. O que será que se passa numa mente doentia ao planejar passo a passo algo tão monstruoso? O que dizer às famílias neste momento, pois, ao entregar os filhos na escola, acreditam que estão afastados do perigo? Vivemos uma época em que estamos inseguros dentro de nossas próprias casas.

Do professor, pouco ou quase nada se fala. A sociedade esquece-se de valorizar esse profissional, cujo compromisso é fazer com que cada um se eleve como indivíduo, para que tenha condições e compromisso de coletivamente elevar o gênero humano. O profissional que no anonimato do exercício da função deixa marcas indeléveis, mas raramente é reconhecido.

Lembremos aqui, com respeito e carinho, da professora Heley Batista, que, no ímpeto de salvar seus pequeninos, perdeu a própria vida. Um ato heroico, mas triste saber que uma vida que ainda muito faria pela educação foi interrompida pela insanidade de alguém. Foi uma guerreira… Merece nosso respeito! Muitos pequenos ganharam a chance de viver pela coragem dela.

Este é o mês conhecido pela cor “rosa”, uma forma de chamar a atenção sobre a saúde da mulher. É um movimento maravilhoso que tomou corpo e esperamos que a demanda de mulheres seja realmente atendida, pois, de acordo com pesquisas, a mamografia, em algumas regiões do país, é um exame de difícil acesso na rede pública, ora pela falta de equipamentos, ora pela falta de manutenção dos mesmos, ora pela falta de técnicos e médicos para o exame. É preciso que fiquemos atentos e cobremos dos responsáveis o cumprimento de suas obrigações.

Assim, na pessoa da professora Heley Batista e das crianças de Janaúba, saúdo todas as professoras e professores pela passagem de seu dia. Continuem… Vale a pena!

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