Poder Legislativo

Desabafos marcam a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans

Sessão ordinária Câmara de Vereadores de Orleans 12/06/2017

Foto: Ketully Beltrame / Arquivo / Sul in Foco

A sessão ordinária desta semana, na Câmara de Vereadores de Orleans, teve 2h30min de duração. Ela iniciou com uma homenagem ao professor e ex-reitor do Centro Universitário Barriga Verde – Unibave, Celso de Oliveira Souza. Em seu pronunciamento, entretanto, o tom de desabafo predominou. Acompanhe neste link.

Em seguida, foi a vez do superintendente da Fundação Ambiental Municipal de Orleans – FAMOR, Junior Cesar Zomer, prestar esclarecimentos a respeito da suspensão de atividades de licenciamento ambiental. O Portal Sul in Foco trouxe a informação em primeira mão em matéria pulicada em 3 de agosto. Veja todos os detalhes neste link.

Na parte da sessão ordinária denominada de Grande Expediente, utilizaram a tribuna os vereadores Mirele Cruz Debiasi Perico (PSDB), Valentim Bardini Sobrinho (PMDB), o Tim Baleiro, Rodinei Pereira (PSD), o Galego, Paulo Canever (PSD), Antonio Dias Andre (PMDB), o Geada, e, por fim, o presidente da Casa Legislativa, Lucas Canever Librelato (PSDB).

O relato, também em forma de desabafo, da vereadora Mirele chamou atenção e repercutiu. Nele, ela narrou um episódio de agressão contra ela e o seu esposo, ocorrido no fim de semana. Veja abaixo na íntegra:

“Na semana passada, nós recebemos aqui nesta Casa o Ednilson Marcelo Perdona, quando a gente trouxe como assunto a Semana da Paz. Os números da criminalidade, da morte e da violência que a gente vê nos dias de hoje. Com isso, eu quero aproveitar o espaço e quero dar para vocês o meu relato. Durante essa Semana da Paz, onde cada um deveria estar fazendo o seu papel em fazer o bem e buscar a paz, eu e a minha família fomos vítimas de violência. Sim, vítimas.

Eu que sou mãe, sou filha, sou esposa, sou irmã e, agora, vereadora aqui nesse município, sofri com a minha família essas agressões em uma festa. Ao procurar a minha família, fui avisada que meu marido tinha sido agredido e que minha irmã estava indo com ele para o hospital. Saí do banheiro, onde eu estava na fila, tentando ligar para minha irmã, quando, de repente, também fui agredida, sem saber nem o motivo. Só vi a pessoa depois que conseguiram tirá-la de cima de mim. Não sabia o que estava acontecendo e, inclusive, não tenho nada contra essas pessoas que cometeram isso.

Nós não reagimos a nenhuma das agressões. Um outro familiar meu me tirou do local. Em desespero, a gente veio até a Fundação Hospitalar Santa Otília, onde fomos muito bem atendidos e, chegando lá, eu não pude ir no momento ver meu marido porque ele ainda estava desacordado. Quando chamaram eu e a minha irmã para nós irmos ver ele, a primeira coisa que ele me perguntou foi: ‘Mirele, o que que aconteceu? Quem fez isso comigo?! Enquanto isso, ele estava levando os pontos na cabeça enquanto perguntava quem o tinha agredido, porque ele simplesmente não viu. Nesse momento, pensei no meu filho, pensei nos meus pais e, principalmente, pensei nos pais do meu marido, que estava passando por isso.

Nós já estávamos na saída do portão para ir embora da festa. Ele, inclusive, falava com o gerente do local a respeito da segurança da festa, quando ele levou esse golpe, apagou e só acordou no hospital. Foi quando me chamaram para avisar o que tinha acontecido.

Muitas pessoas hoje e ontem me questionaram a respeito do que que tinha acontecido neste sábado. Claro, muitas coisas descabidas e absurdas foram faladas. Mas, entre as coisas que me perguntaram, foi se eu estava com vergonha pelo que tinha acontecido. Eu, com muita tranquilidade, respondo: eu não tenho nenhuma vergonha. Eu teria se eu tivesse agredido alguém. Vergonha eu sentiria se algum dos meus familiares tivesse agredido alguém, machucado alguém. Feito parar no hospital desacordado. Eu tenho orgulho da minha atitude e da minha família. Fomos agredidos, saímos de cabeça baixa e fomos embora para o hospital para ver o que tinha acontecido.

Graças a Deus, nós somos pessoas de bem e a gente sabe que a violência só gera violência. O mundo está como está por causa de atitudes não pensadas, que trazem muitas consequências a quem está envolvido. Em nenhum momento, me senti envergonhada, e sim, orgulhosa. Em nenhum momento, a gente agrediu qualquer pessoa. Não foi essa a educação que nós tivemos.

Eu não vou expor aqui o nome das pessoas em respeito às famílias. Família é uma coisa e o indivíduo que comete esse ato é outra. Família é o nosso bem maior e eu vou defender a minha família, não com violência. Jamais com agressão. Existem leis para isso e, mesmo passando por toda essa situação tão triste, que abalou profundamente todos nós nesse fim de semana, eu quero mais uma vez reafirmar aqui: sejamos pela paz. Nas nossas casas, no nosso ambiente de trabalho, nos momentos de descontração, para que não aconteça com ninguém, como o filho de vocês, com nenhum dos nossos munícipes esse tipo de situação desagradável e perigosa. Alguém realmente poderia ter se machucado.

Como cidadã, como vereadora, como filha, como mãe, apesar de todo esse sofrimento que trouxe para a minha família, eu continuo acreditando que o ódio recebido se paga com amor. E essa é a minha postura diante disso. E eu trouxe para a tribuna porque é um problema social, é um problema que pode acontecer com qualquer um de nós e que tem que ser visto. Falamos justamente semana passada da Semana da Paz. Na quinta-feira eu estive no Seminário Regional contra Violência Doméstica. Estou fazendo parte desse movimento para que não haja mais nenhum tipo de violência e, no sábado, fui agredida junto com a minha família. Mas com muito orgulho por ser agredida e, jamais, a agressora”.

Assista à sessão completa no vídeo abaixo:

Na Ordem do Dia, foram aprovados por unanimidade:

Projeto de Lei Complementar nº 19/2017:

“Que dispõe sobre a criação de cargos e vagas no âmbito da administração pública municipal e dá outras providências”.

Projeto de Lei Complementar nº 20/2017:

“Que altera dispositivos da lei nº 2.384 de 14 de junho de 2011 e dá outras providências”.

Projeto de Lei Complementar nº 21/2017:

“Que amplia número de vagas e dá outras providências”.

Projeto de Lei do Executivo – PE nº 49/2017:

“Que Dispõe sobre o plano plurianual do município de Orleans para o quadriênio 2018-2021 e dá outras providências”.

Projeto de Lei do Executivo – PE nº 53/2017:

“Que Anula dotação orçamentária e abre crédito suplementar”.

Projeto de Lei do Executivo – PE nº 056/2017:

“Que cria o conselho municipal dos direitos das pessoas com deficiência / compede e o fundo municipal das pessoas com deficiência e estabelece a política municipal das pessoas com deficiência e da outras providencias”.

Projeto de Lei do Executivo – PE nº 57/2017:

“Que dispõe sobre a regulamentação e reorganização dos serviços referentes a guarda, o depósito e o leilão de veículos, removidos, apreendidos e retirados de circulação, bem como sobre o serviço de remoção de veículos em decorrência de infração à legislação de trânsito nas vias públicas do município de Orleans”.

Projeto de Lei do Executivo – PE nº 58/2017:

“Que autoriza o parcelamento e concede redução dos valores de juros e multa, incidentes sobre os débitos tributários e não tributários para com a fazenda pública municipal, inscritos em dívida ativa, ajuizados ou a ajuizar, ou notificados de ofício, e dá outras providências”.

Projeto de Lei do Executivo – PE nº 59/2017:

“Que atribui gratificação ao contador do município pelo exercício da contabilidade dos fundos municipais e dá outras providências”.Protocolo desta pu

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