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Sindicalistas da região Sul protestam contra demissão de operário em Lauro Müller

Atividades da Carbonífera Criciúma em área de recuperação ambiental foram paralisadas nesta manhã

Cerca de 60 representantes dos sindicatos dos Mineiros de Lauro Müller, Criciúma, Siderópolis, além dos sindicatos dos Metalúrgicos, Químicos e Alimentação de Criciúma e região, com o apoio da Federação dos Mineiros, paralisaram na manhã desta terça-feira (9), as atividades da Carbonífera Criciúma, que fazia a recuperação ambiental em uma área degrada na comunidade de Rio Queimado, em Lauro Müller.

O motivo do protesto, segundo o presidente do Sindicato dos Mineiros de Lauro Müller, Lourival Elias Filho, é porque a empresa demitiu um operário que é sindicalista. “Somos solidários ao companheiro. É inadmissível aceitar esse tipo de demissão, pois o funcionário é um diretor sindical e por isso tem estabilidade. Estamos mobilizados em defesa dos direitos trabalhistas. Enquanto a empresa não se manifestar vamos manter a paralisação”, disse Elias.

Segundo o presidente da Federação dos Mineiros, Genoir dos Santos, após tomarem conhecimento da demissão, os sindicalistas se reuniram ontem (8) e decidiram por paralisar as atividades da empresa em Lauro Müller, onde trabalha o operário demitido. “Para nós isto é um ato de provocação, pois a empresa sabe que o operário tem estabilidade”, declara.

A demissão foi uma surpresa para o operário demitido, Jenoir Leopoldino, morador de Itanema, em Lauro Müller. “Fui participar da mobilização sobre o carvão mineral realizada na semana passada em Bagé, no Rio Grande do Sul. Nessa segunda, quando voltei ao trabalho, antes de iniciar minhas atividades, fui chamado ao setor de Recursos Humanos da empresa, onde recebi a noticia da demissão. Não alegaram nada, apenas disseram que a direção da empresa havia ordenado. Naquele momento fiquei muito triste, pois não esperava por esta noticia, já que tenho estabilidade”, declarou Leopoldino.

Dois advogados da empresa estiveram no local por volta das 11 horas, para conversar com os manifestantes, porém não houve acordo, pois para eles o trabalhador demitido não tem direito a estabilidade. A empresa pretende ingressar na Justiça contra o movimento.

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