As primeiras cédulas lançadas foram de 50.000, 100.000 e 500.000 cruzeiros reais, todas marcadas com um carimbo identificando o novo padrão
Foto: Banco Central do Brasil/wiki commons
Há exatamente 32 anos, o Brasil adotava um novo padrão monetário em todo o território nacional: o Cruzeiro Real. A elevada taxa de inflação que marcava o Terceiro Cruzeiro desde 1990 fazia com que os preços dos produtos fossem expressos em milhares de cruzeiros, enquanto os salários alcançavam valores na casa dos milhões, gerando enorme confusão e instabilidade econômica.
Diante desse cenário, o governo do então presidente Itamar Franco decidiu implementar um novo padrão monetário: o Cruzeiro Real. A mudança foi oficializada por meio da Medida Provisória 336, de 28 de julho de 1993, posteriormente convertida na Lei nº 8.697. O novo padrão teve valor equivalente a 1.000 cruzeiros antigos e recebeu o código BRR.
As primeiras cédulas lançadas foram de 50.000, 100.000 e 500.000 cruzeiros reais, todas marcadas com um carimbo identificando o novo padrão. Havia também expectativa para a emissão de cédulas de 10.000, que, no entanto, nunca chegaram a circular devido à possível implantação do Plano Real.
As moedas do Cruzeiro Real incluíam valores de 5, 10, 50 e 100 cruzeiros. Nenhuma trazia o nome completo “Cruzeiro Real”, todas utilizavam a sigla “CR$” abaixo do valor. Em seu anverso (popularmente chamado de “cara”), as moedas apresentavam ilustrações de animais ameaçados de extinção: a moeda de 5 cruzeiros trazia araras; a de 10, um tamanduá-bandeira; a de 50, onças-pintadas; e a de 100, o lobo-guará.
Curiosamente, apesar de seu impacto simbólico e econômico, o Cruzeiro Real teve vida curta: durou menos de um ano. Em 1º de julho de 1994, o Brasil deu início ao Plano Real, substituindo a antiga moeda por uma nova, o Real (R$), que permanece em vigor até os dias de hoje.
Fonte consultada:
WIKIPÉDIA. Cruzeiro Real. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Cruzeiro_real Acesso em 01 jul. 2025