Segurança

5º BPM de Tubarão recebe reforço feminino para intensificar combate à violência doméstica

Policiais de Armazém e São José passam a atuar na Operação Mulheres com foco na prevenção ao feminicídio.

Foto: Divulgação / PMSC

O 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Tubarão, recebeu nesta semana o reforço de três policiais militares para ampliar as ações de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. As agentes vieram das cidades de Armazém e São José para integrar a chamada Operação Mulheres, que atua na prevenção de crimes e no acompanhamento de vítimas com medidas protetivas.

O comandante do 5º BPM, tenente-coronel Paulo Sérgio Pereira de Bona Portão, afirmou que o objetivo é ampliar a capacidade de prevenção e impedir que casos evoluam para situações mais graves, como o feminicídio.

Segundo ele, a operação foi determinada pelo comando-geral da Polícia Militar de Santa Catarina e prevê a integração de esforços entre unidades. Em Tubarão, o reforço se deu com policiais que já atuam na Rede Catarina, programa voltado à proteção de mulheres em situação de violência.

“O reforço foi extremamente positivo, porque não recebemos apenas mais efetivo, mas profissionais com experiência nessa área. Isso nos permitiu ampliar as visitas, agilizar atendimentos pendentes e dar respostas mais rápidas às mulheres que tiveram medidas protetivas concedidas recentemente”, destacou o comandante.

Entre as ações intensificadas estão visitas presenciais às mulheres com medida protetiva de urgência, atendimento prioritário a novas vítimas, habilitação do chamado “botão do pânico”, contatos telefônicos e acompanhamento remoto quando necessário. Também há peticionamentos no sistema judicial em casos de descumprimento das medidas e realização de campanhas educativas.

De acordo com o comandante, a maioria dos casos graves é precedida por histórico de violência e, muitas vezes, por descumprimento de decisões judiciais. “O foco é agir antes que a violência evolua. A presença ativa da polícia fortalece a segurança porque a vítima se sente assistida e o agressor percebe que há fiscalização efetiva”, afirmou.

O aumento no número de medidas protetivas é apontado como um dos principais desafios. Em Tubarão, segundo o batalhão, há registros diários de ocorrências de violência doméstica. Atualmente, três policiais militares atuam de forma permanente na Rede Catarina ao longo do ano, mas, diante da alta demanda, o reforço temporário busca reduzir atendimentos pendentes e ampliar a cobertura preventiva.

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A Operação Mulheres integra um conjunto de ações alinhadas ao Pacto Nacional contra o Feminicídio, iniciativa que reúne representantes dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo para enfrentar o avanço dos casos de violência letal contra mulheres no país.

Conforme o comandante, a expectativa é reduzir filas de atendimento, acelerar a habilitação de dispositivos de proteção e fortalecer a rede de apoio às vítimas.

“No fim das contas, o que buscamos é preservar vidas e impedir que a violência avance”, concluiu.

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