Na manhã de segunda-feira, 6 de agosto de 1945, às 8h15, um avião norte-americano lançou sobre Hiroshima a bomba de urânio “Little Boy”, pesando cerca de 4 toneladas
Foto: Divulgação
A Segunda Guerra Mundial (1939–1945) deixou marcas profundas na história da humanidade, com prejuízos incalculáveis e milhões de vidas perdidas. Entre os episódios mais devastadores, os bombardeios atômicos nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki se destacam como símbolos da destruição em massa provocada pela tecnologia bélica.
O Dia em que o Sol Não Nasceu
Na manhã de segunda-feira, 6 de agosto de 1945, às 8h15, um avião norte-americano lançou sobre Hiroshima a bomba de urânio “Little Boy”, pesando cerca de 4 toneladas. A explosão foi imediata e brutal: cerca de 80 mil pessoas morreram instantaneamente. Com o passar dos meses, o número de vítimas chegou a aproximadamente 140 mil, devido à exposição à radiação.
A explosão gerou uma gigantesca nuvem em forma de cogumelo, visível a quilômetros de distância. Quando a fumaça baixou, o cenário era apocalíptico: construções arrasadas, corpos espalhados e uma cidade em ruínas.
Da Devastação ao Renascimento
Após o fim da guerra, Hiroshima iniciou um lento processo de reconstrução. Em 1949, foi criado o Memorial da Paz no epicentro da explosão, transformando a cidade em um símbolo global de paz e resistência. Hoje, Hiroshima abriga descendentes das vítimas e promove iniciativas voltadas à educação pela paz.
O Milagre de Hiroshima
Em meio à destruição, um episódio intrigante chamou atenção: quatro padres jesuítas — Hugo Lassalle, Hubert Schiffer, Wilhelm Kleinsorge e Hubert Cieslik — sobreviveram ilesos ao bombardeio, mesmo residindo a poucos metros do epicentro. O dia coincidiu com a celebração da Transfiguração de Jesus, uma data significativa para a Igreja Católica.
Segundo relatos, um deles celebrava a eucaristia, outro tomava café, e os demais estavam nos arredores da paróquia. Nenhum sofreu ferimentos, perda auditiva ou efeitos da radiação, mesmo após exames médicos detalhados.
Os sacerdotes atribuíram sua sobrevivência à proteção divina, especialmente à Virgem Maria, afirmando que rezavam o Rosário diariamente. Em uma das declarações, disseram:
”Nós acreditamos que sobrevivemos porque estávamos vivendo a Mensagem de Fátima. Nós vivíamos e rezávamos o Rosário diariamente naquela casa”
Fontes consultadas:
WIKIPÉDIA. Bombardeamentos atômicos de Hiroshima e Nagasaki. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Bombardeamentos_at%C3%B4micos_de_Hiroshima_e_Nagasaki Acesso em 06 ago. 2025
O Milagre de Hiroshima: Jesuítas sobreviveram à bomba atômica graças ao Rosário. ACI digital. 06 ago. 2019, às 07h:00min. Disponível em https://www.acidigital.com/noticia/41694/o-milagre-de-hiroshima:-jesuitas-sobreviveram-a-bomba-atomica-gracas-ao-rosario#:~:text=No%20dia%206%20de%20agosto%20de%201945%2C%20festa,meses%20seguintes%20%E2%80%93%20n%C3%A3o%20causou%20nenhum%20efeito%20neles. Acesso em 06 ago. 2025