Educação

“A dona do pedaço”

O aparelho ligado ocupa o tempo que poderia ser dedicado à aproximação da família.

Divulgação

Plagiando o título da novela, intitulo esta coluna para, mais uma vez, conclamar as famílias e educadores para a necessária e urgente reflexão sobre os meios tecnológicos de comunicação, especialmente a televisão tão presente nos espaços mais privilegiados dos lares brasileiros e, que pela forma atraente e popular como se apresenta, ocupa momentos preciosos que poderiam ser usados com diálogos, tão ausentes nos dias atuais em função da correria do dia a dia. O aparelho ligado ocupa o tempo que poderia ser dedicado à aproximação da família.

Tenho dito sempre que negar a convivência com as facilidades do mundo tecnológico é ir na contramão da evolução, porém é necessário que se eduque as gerações para o uso racional dessas ferramentas, uma vez que interferem no nosso modo de pensar, agir e nos relacionarmos com o mundo. Se formos educados para olhar além da imagem, estaremos diante de um recurso de aprendizagem motivador e transformador. A escola precisa projetar novos olhares pedagógicos sobre as tecnologias, em especial à televisão, caso contrário teremos gerações egoístas, sem criatividade, isoladas do mundo real. O excesso de informações sem reflexão é uma armadilha para implantação de ideologias nas crianças e jovens, pela imaturidade que lhes é característica. São assuntos muito variados, descontextualizados e carregados de intencionalidade que, dependendo da mente receptora, deseducam e alienam.

A telenovela da qual plagiamos o título é um excelente exemplo para chamar a atenção das famílias e educadores sobre o desserviço à sociedade, um entrave na educação dos filhos. No momento em que mais se clama pela preservação da família, pelo respeito, pelo fim da violência, pela vivência de valores éticos e morais, veicula nas telas a total desagregação, por meio de imagens coloridas, sons, movimentos, lindos atores e atrizes que encantam e atraem nossas crianças e jovens. A real função da novela, além de entretenimento, seria dar significado aos acontecimentos do mundo, reproduzir a vida cotidiana, debater temas polêmicos da sociedade, e tantos outros assuntos, mas de forma educativa. No entanto, o que vemos retratado nas telas é uma verdadeira deformação com intencionalidades específicas, atendendo ideologias das mais diversas.

As novelas e tantas outros entretenimentos que andam ocupando nossos lares são festivais de ações deseducativas que incentivam a infidelidade conjugal, a traição entre pais e filhos, o desrespeito no seio familiar, a banalização do sexo, o consumo de drogas, a prostituição, o jogo de interesses, e tantos outros que levam à alienação e à fuga da realidade.

Assim, vale lembrar que a televisão apresenta e dá ênfase aos fatos, no entanto cabe às pessoas a análise. E nesse ponto entra a função da escola, como responsável para despertar o espírito crítico dos jovens e adolescentes.

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