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A falta de tainha que preocupa os pescadores

Diversos de fatores estão influenciando para que o peixe não chegue ao litoral.

Foto: Divulgação

A pesca da tainha foi liberada no dia 1º de maio para pescadores artesanais, porém são nove dias sem peixe, o que preocupa. Segundo o presidente da Colônia Z-33 do Balneário Rincão, João Piccolo, já percorreram todas as praias da região e não apareceram cardumes. “A tainha é um carro chefe dos pescadores, movimenta muito a economia do estado. Infelizmente não temos notícia de arrastão em nenhuma praia de Santa Catarina. A água em alto mar não está gelada, o que dificulta que elas venham para o litoral procurar águas mais quentes. Dependemos de muitos fatores para que seja uma boa safra”, contou Piccolo.

Ainda segundo o presidente, muitas pessoas procuram a região para a Festa da Tainha que é realizada em Balneário Rincão. “A safra no ano passado não foi muito boa, mas foram pescadas 80 toneladas deste peixe. Todos os anos ficamos esperando superar o que pescamos no ano anterior. Precisamos correr atrás, estar observando sempre os cardumes”, revelou.

A situação também é crítica na região de Laguna. “As embarcações que pescam em alto mar são monitoradas pelo Ibama, eles fiscalizam os limites, mas nem sempre são respeitadas pelos grandes barcos e navios, o que acaba prejudicando os pescadores com barcos pequenos. Confiamos, mas a área de fiscalização é muito grande perto da estrutura dos fiscalizadores”, pontuou.

A Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca publicou hoje no Diário Oficial da União as regras para a pesca de tainha industrial. Desde o ano passado a modalidade conta com cotas de captura. Em 2019 foram liberadas 2.788 toneladas, número menor do que no ano passado.

Com informações do site 4oito

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