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A troca de lado em meio à guerra: O Tratado de Londres de 1915

Foto: Escritório Fotográfico da Casa Branca/wiki commons

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi um conflito global que envolveu a participação de muitos países de todos os continentes. Durante a guerra, formaram-se dois grandes grupos que lutavam entre si: a Tríplice Aliança, composta por Alemanha, Itália, Império Austro-Húngaro e outros países menores; e a Tríplice Entente, que tinha como principais signatários França, Império Russo e Reino Unido.

Apesar de a Itália ser mencionada como integrante da Tríplice Aliança, o país manteve uma posição neutra no início do conflito. Com o passar dos meses, os líderes italianos viram uma oportunidade de expandir seus territórios ao se aliarem aos países da Tríplice Entente. A partir de setembro de 1914, começaram as especulações sobre a assinatura de um tratado que formalizaria essa mudança de lado.

Secretamente, a Itália se reuniu com Reino Unido, França e Império Russo para assinar o chamado Tratado de Londres, também conhecido como Pacto de Londres, no dia 26 de abril de 1915. Pelo acordo, a Itália abandonaria a Tríplice Aliança e, em troca, receberia diversas porções territoriais, incluindo: Algumas áreas da Áustria-Hungria habitadas por italianos, como Tirol, Trentino, Istria e Dalmácia, o arquipélago do Dodecaneso, um protetorado sobre a Albânia, entre outras concessões.

Entretanto, o tratado, que deveria permanecer em segredo, foi revelado pelos bolcheviques russos no jornal Izvestia em maio de 1917. Além disso, a Itália não recebeu todas as terras prometidas, o que gerou um forte sentimento de descontentamento entre os italianos e contribuiu para o crescimento do nacionalismo no país, o que posteriormente, favoreceu o surgimento do fascismo na Itália e a chegada de Benito Mussolini ao poder do país.

Fonte consultada:

WIKIPÉDIA. Tratado de Londres (1915). Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Londres_(1915) Acesso em 23 mai. 2025

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