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Acidentes por animais peçonhentos cresce no verão em SC, alerta Vigilância Sanitária

Segundo a especialista, o potencial de acidentes é maior ainda em regiões onde há enchentes

Divulgação

Por ser o período mais quente e também chuvoso do ano, o verão é a época em que acidentes por animais peçonhentos tendem a crescer. O alerta é da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), em nota divulgada na sexta-feira (17).

Segundo a Dive, neste ano foram registrados 5.490 acidentes. Entre os meses de dezembro de 2020 a março de 2021, justamente no período mais quente, 2.880 acidentes por animais peçonhentos foram notificados.

O levantamento feito pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação elencou cinco tipos de espécies que registraram ocorrências em 2021.

Confira o ranking

Aranha: 3.644
Serpente: 573
Abelha: 501
Escorpião: 290
Lagarta: 244
Ignorado/branco: 63

Conforme números levantados a pedido do Santa, o 3º Batalhão de Bombeiros Militar registrou um aumento no número de acidentes com cobras na região de Blumenau. Foram 196 ocorrências para captura de serpentes atendidas pela corporação em 2020 contra 245 registrados até o início de novembro de 2021.

A médica veterinária da Dive, Alexandra Schlickmann Pereira, explica que hábitos comuns dessa estação do ano favorecem acidentes com animais peçonhentos.

— No verão as pessoas fazem mais atividades ao ar livre, como ir à praia e fazer trilhas, aproveitam também para realizar a limpeza de habitações, quintais e terrenos. E isso coincide com o período em que há deslocamento dos animais peçonhentos para alimentação e reprodução — diz.

Segundo a especialista, o potencial de acidentes é maior ainda em regiões onde há enchentes. Isso porquê, conforme Alexandra, os animais são obrigados a deixar seu habitat em busca de um novo local, refugiando-se, muitas vezes, dentro das casas.

O que fazer em caso de acidentes

Manter a vítima calma e deitada;
Tentar manter a área afetada no mesmo nível do coração ou, se possível, abaixo dele;
Evitar que a vítima se movimente para não favorecer a absorção do veneno;
Localizar a marca da mordedura e limpar o local com água e sabão;
Cobrir com um pano limpo;
Remover anéis, pulseiras e outros objetos que possam garrotear (apertar a circulação), em caso de inchaço do membro afetado;
Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para receber o tratamento necessário;
Se possível, levar uma foto do animal ou apresentar o máximo de características possíveis para que ele seja identificado e para que a vítima receba o soro específico.

O que não fazer

Não fazer torniquete – isso impede a circulação do sangue e pode causar gangrena ou necrose local;
Não cortar o local da ferida, para fazer ‘sangria’;
Não aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida, pois poderá provocar infecção.

Como evitar acidentes

Usar botas: isto evita até 80% dos acidentes durante o corte de vegetação, por exemplo, pois as cobras picam do joelho para baixo. Porém, antes de calçar as botas, verifique se não há aranhas, escorpiões ou outros animais peçonhentos na parte interna.
Proteger as mãos: não coloque as mãos em frestas, tocas, cupinzeiros, ocos de troncos, etc. Use um pedaço de madeira para verificar se não há animais nesses locais.
Acabar com os ratos: a maioria das cobras alimenta-se de roedores. Por isso, mantenha sempre limpos os terrenos, quintais e plantações evita atrair esses predadores.
Conservar o meio ambiente: os desmatamentos e queimadas, além de destruírem a natureza, provocam mudanças de hábitos dos animais, que se refugiam em celeiros ou mesmo dentro de casas. Evite matar os animais, pois eles contribuem para o equilíbrio ecológico.

Com informações do NSCTotal

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