Política

Adesão de jovens eleitores em SC é quase o dobro da média nacional

Estado tem aproximadamente 185 mil jovens catarinenses de 16 e 17 anos, mas apenas 22% já fizeram seu título de eleitor

Divulgação

Santa Catarina tem, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 185 mil jovens de 16 e 17 anos. Desse total, apenas 40 mil estão cadastrados na Justiça Eleitoral, ou seja, a adesão de jovens eleitores no estado é de 22%.

O cenário nacional é um pouco diferente. Entre as mais de 6 milhões de pessoas com 16 e 17 anos, apenas cerca de 13% fizeram seu título de eleitor. Em fevereiro de 2018, eram cerca de 23%. Nas eleições de 2018 participaram 1.400.617 jovens eleitores de 16 e 17 anos.

Para o cientista político Eduardo Guerini, um dos motivos para a baixa procura é a falta de representação parlamentar dessa parte do eleitorado. E os partidos políticos pouco auxiliam para que a sua participação seja ampliada.

“Quando existe uma baixa representatividade desses jovens, as políticas públicas acabam sendo determinadas para aqueles que são a maioria dos eleitores.”, explica.

Mas o próprio desinteresse político também conta, diante dos sucessivos escândalos na política catarinense e nacional. “O desalento e o desencanto acabam desencorajando os jovens a se alistar para o processo eleitoral.”, comenta Guerini.

Campanhas

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Santa Catarina atribui a boa adesão dos jovens no estado à campanha “Meu Primeiro Título #Bora Votar”, lançada em setembro de 2021. Desde então, mais de 24 mil novos eleitores menores de 18 anos se cadastraram.

Oito cidades foram visitadas pela comitiva do Tribunal, além de cartórios e zonas eleitorais, mobilizando alunos em suas instituições de ensino.

“Representantes da Justiça Eleitoral acabam visitando esses espaços onde há um maior número de jovens que ainda podem se alistar, demonstrando uma eficiência da propaganda institucional”, analisa Guerini.

Nacionalmente, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) promoveu a “Semana do Jovem Eleitor 2022”, de 14 a 18 de março. E o resultado veio: segundo a instituição, quase 100 mil jovens solicitaram a emissão do primeiro título nesse período.

O dia com maior procura foi a quinta-feira (17), após a campanha de Tuitaço do TSE. Vários influenciadores digitais e artistas nacionais fizeram publicações sobre a importância de se alistar e chamando atenção para os prazos.

Segundo dados da plataforma, foram cerca de 6,8 mil tuítes sobre o tema, alcançando as telas de mais de 88 milhões de pessoas.

A cantora Anitta, que acabou de ficar no topo das mais ouvidas do Spotify, também incentivou os fãs a se cadastrarem na Justiça Eleitoral. A sua postagem rendeu até uma interação com o ator norte-americano Mark Ruffalo, intérprete do Hulk nas telonas.

Voto facultativo

O voto é obrigatório apenas para pessoas maiores de 18 anos, mas jovens que tenham 16 ou 17 anos no dia da eleição podem realizar seu alistamento eleitoral.

A data limite para realizar o cadastro de novos eleitores para as eleições deste ano é 4 de maio de 2022. Outros procedimentos junto à Justiça Eleitoral também devem ser regularizados até esse dia.

O requerimento do primeiro título pode ser feito de forma online, no portal do TSE. É necessário digitalizar documentos como identidade e comprovante de residência, além de informar um telefone para contato.

A participação dos eleitores de 16 e 17 anos no resultado das eleições não passa de 1%, mas Guerini ressalta que, mesmo assim, “é importante ter a representação no processo decisório para aprofundar, enraizar a democracia no Brasil”.

De acordo com a Constituição Federal, o voto no país é obrigatório para todo cidadão, nato ou naturalizado, alfabetizado, com idade entre 18 e 70 anos. Por outro lado, o voto é facultativo para os jovens com 16 e 17 anos, para as pessoas com mais de 70 anos e para os analfabetos.

Quem não tirar o título de eleitor ou não regularizar a condição até o dia 4 de maio, véspera do fechamento do cadastro eleitoral, não poderá participar das eleições deste ano. Mas atenção: quem ainda não fez o cadastramento biométrico, mas está com o título eleitoral regular, poderá votar normalmente nas Eleições 2022.

Com informações do ND+

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