Saúde

“Adeus, fissurinha”: cirurgia solidária em bebê de oito meses emociona família de Araranguá

Procedimento realizado pelo Projeto Leozinho custou o valor simbólico de R$ 1 e poderá melhorar a alimentação e o desenvolvimento da fala de Miguel.

Foto: Arquivo pessoal

Um bebê de apenas oito meses passou por uma cirurgia de correção da fissura labial pelo valor simbólico de R$ 1, em Araranguá. O procedimento realizado em Miguel não teve finalidade apenas estética: a reconstrução deverá ajudá-lo a se alimentar melhor e evitar prejuízos na fala durante o desenvolvimento.

A cirurgia foi realizada pelo cirurgião-dentista Guilherme Henrique Raulino Brasil por meio do Projeto Leozinho. Um vídeo que acompanha Miguel antes, durante e depois do procedimento ganhou repercussão nas redes sociais. O menino nasceu com fissura labiopalatina, condição identificada ainda durante a gestação.

Miguel é filho da empreendedora Taiane Thomé e do bombeiro militar Juliano Cechinel Marcelino. Conforme a mãe, o diagnóstico foi recebido no segundo ultrassom morfológico, realizado em 18 de setembro de 2025. Nesta quinta-feira, dia 10, após a cirurgia, a mãe divulgou imagens produzidas antes do procedimento e falou sobre o significado delas.

“Adeus, fissurinha. Que essas fotos sejam para sempre a lembrança de tudo que vivemos e do milagre que Deus realizou na vida do nosso menino”, escreveu Taiane.

Segundo a mãe, foram meses marcados por medo, esperança, orações e preparação para o tratamento do filho. “Aprendemos a ser fortes de uma forma que nunca tínhamos sido. A confiar mesmo sem entender. A entregar nossos medos e descansar na promessa de que Deus não erra. Deus já operou um milagre no nascimento, nos surpreendendo e reafirmando que Ele cuida de cada detalhe. Hoje, ao olhar para esse rostinho, entendemos que ele não carrega uma limitação, mas um testemunho.”, relata.

Miguel ainda deverá passar por outros procedimentos relacionados à fissura labiopalatina. Em suas redes sociais, o profissional destacou a responsabilidade e satisfação de operar um paciente tão pequeno.

“Cada cirurgia carrega uma responsabilidade enorme, mas, quando se trata de uma criança, o sentimento é ainda mais difícil de explicar”, afirmou.

O atendimento integra o Projeto Leozinho, iniciativa que realiza cirurgias de reconstrução facial em pacientes de diferentes regiões. O trabalho contempla pessoas com deformidades congênitas, sequelas de acidentes e outras condições que comprometem funções e estruturas da face.

Raulino Brasil já ganhou repercussão por outros atendimentos, como o de uma moradora de Araranguá que contribuiu com ovos para custear parte da cirurgia. O profissional também participou de uma missão humanitária na África e chegou a ser denunciado pela realização de procedimentos gratuitos, passando então a cobrar o valor simbólico de R$ 1,00.

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