Segurança

Advogado foragido de Braço do Norte faz vítimas em Criciúma

O  advogado, natural de Gravatal, Janor Lunardi, de 58 anos, que está com a prisão preventiva decretada, ou seja, já é considerado foragido, também fez vítimas na Região Carbonífera. Somente na 2ª Delegacia de Polícia Civil de Criciúma, segundo o delegado Ari José Soto Riva, são mais de dez Boletins de Ocorrência registrados contra o acusado recentemente.

Além de estelionato, Lunardi também é acusado pelo crime de apropriação indébita. Na última sexta-feira, eram 502 Boletins de Ocorrência armazenados contra ele. Na Região Carbonífera, há casos também em Içara, na Comarca de Urussanga, com inquérito policial instaurado pela Delegacia de Morro da Fumaça e também pela Delegacia de Urussanga, além de Lauro Müller. Sem contar as centenas de casos registrados na região da Amurel, onde sua atuação era mais intensa.

Contato ocorria no Fórum da cidade

Segundo a Polícia Civil, o advogado atuava com ações revisionárias sobre veículos para quitação do valor dos juros. Ele solicitava um valor inicial, conforme Riva, de R$ 3 mil a R$ 5 mil, para dar início ao processo, pelo menos dos casos ocorridos em Criciúma, mas acabava reembolsando até o dinheiro das prestações, ajuizando e não quitando, gerando prejuízo à vítima, que ficava em débito até com o banco.

"Inclusive esse contato com os clientes ocorria no Fórum de Criciúma, aproveitando-se do ambiente para passar certa confiança, para convencer as vítimas", informa Riva, que pretende concluir os inquéritos em no máximo dois meses e emiti-los à Justiça com indiciamento ou por apropriação indébita ou por estelionato. "Para pelo menos a vítima reaver o prejuízo. Por isso solicito até a quem foi vítima que não   deixe de registrar o Boletim de Ocorrência para o devido encaminhamento e possível futuro reembolso", orienta a autoridade policial.   

O advogado, que está com registro suspenso por pelo menos três meses, tinha escritório no Centro de Braço do Norte, que está fechado desde quando os primeiros registros policiais vieram a público. Inclusive o local foi depredado. A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, subseções regionais, também já acompanha os casos.

Com informações de Talise Freitas / Clicatribuna 

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