Obra dirigida por Walter Salles conta a história de Eunice Paiva e sua incansável luta por justiça pelo marido, Rubens, que foi sequestrado e morto por militares durante a ditadura
Foto: Reprodução/ND
O Oscar 2025 consagrou “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, na categoria Melhor Filme Internacional. A obra, aclamada nacional e internacionalmente, foi indicada mais duas vezes na mesma premiação: Melhor Atriz, pela interpretação de Fernanda Torres como personagem principal, e Melhor Filme. No entanto, não levou as estatuetas nessas duas categorias.
A cerimônia, que ocorreu neste domingo (2), aconteceu no Dolby Theatre, em Los Angeles, na Califórnia. Neste ano, mais de 100 personalidades que morreram desde a última edição do prêmio foram homenageadas — dentre elas, o músico e compositor brasileiro, Sérgio Mendes.
Longa brasileiro leva o Oscar de Melhor Filme Internacional
“Ainda Estou Aqui” superou filmes aclamados da crítica, como “A Mulher com a Agulha”, “Emília Perez” e “Flow”. A da 97ª edição do Oscar também reconheceu diretores, equipe técnica e atores de diferentes nacionalidades e segmentos do cinema.
Além do Oscar, “Ainda Estou Aqui” também foi reconhecido em festivais internacionais, incluindo a de melhor roteiro de filme internacional no Festival de Veneza, onde foi aplaudido por cerca de dez minutos. A protagonista, Fernanda Torres, levou a estatueta de Melhor Atriz no Globo de Ouro.
“Ainda Estou Aqui’
O filme, dirigido por Walter Salles, se baseia na história real do deputado federal Rubens Paiva, que foi preso e morto pela ditadura militar instaurada em 1964, contada por seu filho, o escritor Marcelo Rubens Paiva, em livro do mesmo nome.
No centro da história está Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, mãe do autor e de mais quatro filhos. A partir do desaparecimento do marido, levado de sua casa por militares à paisana, ela precisa se reinventar para sustentar a família sozinha.
Com informações do ND+