Saúde

Alzheimer: o esquecimento da própria história

Como a doença não tem cura o diagnóstico precoce pode ser o início de um tratamento que retarde o avanço dos sintomas.

Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde estima que no Brasil 1,2 milhão de pessoas já foram diagnosticadas com Alzheimer. A doença é um transtorno degenerativo dos neurônios que ocorre de maneira progressiva e fatal. Os primeiros sintomas estão ligados a perda de memória recente e da cognição, atrapalhando de maneira crescente atividades rotineiras. Com o avançar da doença aparecem outros sintomas como: a perda de memórias mais antigas, irritabilidade, problemas de orientação no espaço e no tempo e falhas na linguagem.

“A nossa população está envelhecendo muito rápido, existem alguns estudos que afirmam que nos próximos anos teremos um alto número de pessoas idosas no país. A Doença de Alzheimer é uma demência que frequentemente aparece nessa fase da vida, logo é importante saber mais sobre isso”, informa Bruna Rodrigues Nasário, acadêmica de Psicologia da Unisul.

Como a doença não tem cura o diagnóstico precoce pode ser o início de um tratamento que retarde o avanço dos sintomas. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza um acompanhamento multidisciplinar e gratuito a pacientes com Alzheimer, porém é necessário que o paciente tenha cuidados em período integral. Assim, a figura do cuidador que pode ser um enfermeiro, familiares e outros profissionais se torna tão importante.

O apoio se estende também aos cuidadores

O curso de Psicologia da Unisul desenvolve um projeto de extensão que busca promover saúde mental e qualidade de vida aos cuidadores que muitas vezes exercem a função de cuidar e esquecem um pouco de si. “Todos aqueles que prestam cuidados à pessoa com Alzheimer, seja ele familiar, parente ou cuidadores profissionais podem participar. É permitido até dois participantes por pessoa acometida pela doença”, acrescenta Bruna, que também é uma das facilitadoras do projeto.

Os encontros do grupo acontecem toda segunda-feira, com início dia 18 de março, no horário das 19h às 20h30min, no Serviço de Psicologia (Bloco da Saúde) da própria Unisul, Campus Tubarão. O projeto de apoio aos cuidadores de pessoas com Alzheimer é orientado e supervisionado pela psicóloga e professora do curso de Psicologia da Unisul, Rosane Romagna.

O facilitador do projeto e também estudante de Psicologia, Fabrício de Souza Santos, afirma que “o suporte emocional, o espaço para a escuta empática e até mesmo a psicoeducação são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos cuidadores. Muitos apresentam muita angústia, quadros de estresse e não sabem como agir diante de determinados comportamentos da pessoa com Alzheimer. E é aí que se faz importante a função do grupo, olhar um pouco mais para a vida daqueles que cuidam e proporcionar um bem-estar mais satisfatório”.

Colaboração: Comunicação Unisul

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