Economia

Araranguá, Criciúma e Içara cobram retorno de impostos

Cada brasileiro trabalha em média cinco meses para pagar tributos. Mas nem sempre obtém o retorno equivalente. Por isso, o peso tributário do dia a dia e a necessidade de mudanças foram apresentadas simultaneamente no Feirão do Imposto em Araranguá, Criciúma, Içara e mais de 50 municípios do estado, neste ano, com o bumerangue como símbolo – o único que vai e não volta. Os eventos ocorreram pela manhã neste sábado (21).

"Foi importante mostrar para a população o quanto poderia ser diferente se tivéssemos o retorno dos impostos de forma justa", indica o vice-presidente do Conselho Estadual de Jovens Empreendedores no Extremo-Sul, Kleiton Avi. Além das assinaturas do Movimento Brasil Eficiente para a simplificação fiscal e a gestão eficiente, a campanha deste ano foi engajada na transformação em lei de 10 medidas contra a corrupção do Ministério Público Federal.

A fim de materializar as informações no discurso de conscientização, em Criciúma 100 litros de "chope sem imposto" foram distribuídos na Praça Nereu Ramos. As pessoas abordadas recebiam o copo preenchido com apenas 38% do volume, evidenciando os 62% de tributação sobre o produto. "Nesta forma encontramos uma maneira de chamar a atenção das pessoas para a quantidade de impostos pagos em produtos do dia-a-dia e muitas vezes nem sabemos o quanto no preço deles corresponde aos impostos", justifica o coordenador do Feirão do Imposto em Criciúma, Marcus Spillere.

O núcleo jovem da Associação Empresarial de Içara ultrapassou a marca de 450 assinaturas junto com a distribuição de material informativo na praça da matriz, no Centro. "É muito importante que as pessoas saibam o quanto de cada produto tem de imposto para que possam cobrar serviços públicos compatíveis. A coleta de assinaturas continuará até conseguirmos a simplificação tributária", sublinha a coordenadora, Janine Reginatto Richetti.

Já em Araranguá, a movimentação começou às 5h com a oferta de gasolina à R$ 1,99 por litro no Posto Rizzotto da Cidade Alta, ou seja, sem o custo da carga tributária de 53%. "A venda começou às 9h. Foram comercializados 1 mil litros. Além disso, coletamos 100 assinaturas. A aceitação foi muito boa. Atingimos nosso objetivo ao chamar atenção para os impostos pagos", avalia o coordenador do núcleo, Edio Kunhasky Júnior.

Com informações de Lucas Lemos e João Pedro Alves 

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