Segurança

Assalto em Criciúma: Sangue coletado deve auxiliar na identificação de envolvidos

Segundo IGP, até quatro suspeitos de assalto a banco podem ser identificados por materiais genéticos. Ao menos 30 pessoas estariam envolvidas, sendo que 14 foram presas. Policial baleado durante ação criminosa segue internado em estado grave com risco de sequelas.

Divulgação

Integrantes do grupo criminoso que assaltou a tesouraria regional do Banco do Brasil em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, há duas semanas, podem ser identificados através de materiais genéticos. As análises foram iniciadas há cerca de uma semana pelo Instituto Geral de Perícias (IGP-SC), logo após a coleta de sangue e objetos nas cenas do crime, e não têm previsão de resultado.

Um grupo de cerca de 30 assaltantes teria participado da ação que ocorreu entre a madrugada de segunda-feira (30) e terça-feira (1º) e deixou um policial ferido. Ele segue internado e há risco de sequelas, informou a PM (veja mais abaixo). Segundo a polícia, R$ 80 milhões foram roubados e 14 suspeitos de envolvimento foram presos. A polícia acredita que mais pessoas tenham participado indiretamente do assalto, sem precisar quantos.

Cada material genético tem um tempo de análise diferente. Para não prejudicar as investigações, as forças de segurança não detalham todos os materiais coletados.

Segundo o gerente da mesorregional Sul do IGP no Sul catarinense, André Bitencourt, a análise será feita no sangue encontrado nos carros apreendidos m Nova Veneza, na mesma região, após o assalto. Além disso, o IGP recolheu material em frente ao banco e na praça em que um dos indivíduos foi baleado por um policial.

“Teve quatro pontos [locais] de coleta ali. Agora, pode ser que seja distinto […]Você tem o carro ali outras perfurações na região do passageiro e à priori ali a gente tem possivelmente de três ou quatro [suspeitos], mas pode ser que seja menos”, disse André.

Conforme o perito, foram feitas coletas de materiais em outros locais em que os integrantes da quadrilha teriam se abrigado antes e após o assalto. O IGP catarinense trabalha também com a troca de informações com banco de dados de outros estados, como o Rio Grande do Sul. No estado vizinho, ao menos cinco suspeitos do crime foram presos.

Banco de Perfis Genéticos de Santa Catarina

Após concluídas, as análises dos matérias serão enviadas ao Banco de Perfis Genéticos de Santa Catarina, que é ligado ao banco nacional, o BNPG. Segundo a coordenadora Estadual de Análises Forenses, Kelly Ribas Lobato, a plataforma catarinense tem cerca de 2 mil perfis e auxilia ainda na busca por pessoas desaparecidas do Brasil.

“Os materiais de Criciúma ainda não foram processados, a gente ainda está aguardando, porque foram muitas e muitas amostras. Tem amostras que vem de diferentes fontes, e não são amostras muito fáceis de trabalhadas, mas inserindo no banco estadual, a gente faz o que chama de upload no banco nacional”, contou a Kelly.

O Banco Nacional de Perfis Genéticos brasileiro contém aproximadamente 6.500 perfis genéticos de condenados, 440 de investigados e 7.800 de vestígios de local de crime.

Com informações do G1 SC

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