Segurança

“Audiência” vira armadilha: mulher desmascara golpista ao exigir videochamada em SC

O criminoso, que usava foto do STJ, acabou sendo confrontado pela vítima, mas reagiu com provocações e ofensas.

Foto: Reprodução

Uma tentativa de golpe aplicada por telefone contra uma moradora de Santa Catarina terminou de forma inesperada após a vítima desconfiar da abordagem, exigir uma videochamada e confrontar diretamente o criminoso, que acabou desmascarado durante a ligação. O diálogo foi gravado e passou a circular nas redes sociais como alerta.

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Segundo o relato, o golpista entrou em contato afirmando que estaria participando de uma suposta audiência relacionada a uma causa judicial da mulher. Ele usa como foto de perfil a logo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e tentou conduzir a conversa para o compartilhamento de tela do celular, sob a justificativa de “liberar o valor” do processo.

Assista ao vídeo da abordagem neste link.

Desconfiada, a mulher questionou o procedimento e insistiu que a conversa fosse feita por videoconferência, argumentando que se trataria de uma audiência pública e que precisava ver tanto o promotor quanto o advogado. Ao recusar aparecer, o golpista tentou minimizar a exigência e chegou a questionar por que ela precisava vê-lo. Ao perceber que não teria sucesso, tentou encerrar a chamada, momento em que a vítima reagiu e passou a acusá-lo diretamente de estelionato.

“Você acha que eu ia cair?”, disse a mulher, afirmando ainda que já havia estado na delegacia e que possuía dados dos números utilizados na tentativa de golpe. Em tom de provocação, o homem respondeu que ela quase caiu e que ela poderia ir fazer outra denúncia.

Golpistas costumam se passar por advogados, servidores públicos ou representantes do Judiciário, utilizando fotos de perfil com símbolos oficiais para transmitir credibilidade. A orientação das autoridades é clara: órgãos oficiais não realizam audiências, liberações de valores ou solicitações de dados pessoais por telefone ou aplicativos de mensagem. Diante de qualquer abordagem suspeita, a recomendação é não fornecer informações, não realizar pagamentos e procurar imediatamente a polícia.

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