Avaí não deve ter treinos nas semana por conta de protestos dos jogadores.
Foto: Divulgação Avaí FC
O Criciúma acompanha com atenção a situação do Avaí, adversário do Remo neste sábado (15), às 16h30, na Ressacada, pela 37ª rodada da Série B. O Tigre torce por uma vitória do time catarinense, que ajudaria diretamente na briga criciumense pelo acesso. Mas o cenário é dos mais complicados.
A crise no Avaí se agravou nos últimos dias. Os jogadores se recusaram a treinar tanto na terça quanto nesta quarta-feira (12), em protesto pelos salários atrasados. A greve é total, a ponto de os atletas cogitarem se apresentar apenas no dia do jogo contra o Remo, sem realizar nenhuma atividade no campo até lá.
Para agravar a situação, uma entrevista coletiva que estava marcada para esta quinta-feira (13), com o meia Marquinhos Gabriel, foi cancelada. O clube adotou a chamada “lei do silêncio”, e nenhum jogador tem se manifestado à imprensa.
O repórter JP Bianchi, da Jovem Pan, confirmou que os atrasos envolvem seis direitos de imagem, dois meses de salários em carteira, depósitos de FGTS, além de premiações pendentes, tanto do Campeonato Catarinense quanto da Série B, como os chamados “bichos” por vitória.
É um momento dramático na Ressacada, justamente na semana em que o Criciúma torce por um bom resultado do Avaí diante do Remo. Uma vitória azurra ajudaria o Tigre a se aproximar ainda mais do tão sonhado acesso à Série A.
Mesmo em meio ao caos, a torcida criciumense espera que o rival estadual entre em campo com dignidade e complique a vida do Remo, adversário direto do Criciúma na tabela.