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Avicultores do Sul tem encontro hoje na Amesc

A Associação dos Municípios do Extremo Sul (Amesc) recebe hoje (19) a terceira Assembleia Geral dos Avicultores. Os produtores de aves estão se mobilizando para a formação da Associação que representa toda a categoria da região Sul do estado.

Em entrevista concedida para a jornalista Deize Felisberto do site Clicatribuna, o avicultor Emir Tezza, de Lauro Müller, que tem encabeçado o movimento, explica que na reunião realizada no mês passado em Urussanga, muitas produtores do Vale não participaram devido à distância.

“Com isso resolvemos promover o encontro lá e alinhar uma possível filial da Associação na Amesc”, diz Tezza. A formação da Associação será oficializada no próximo dia 3 de agosto, em Urussanga, com a participação de 15 municípios entre os membros da diretoria.

“Queremos que todos os produtores dos municípios da Amesc, Amrec, e Amurel estejam representados na diretoria da entidade”, coloca Tezza, que está como forte candidato a presidir a Associação.

Entre as 18 reivindicações da categoria entregues as três agroindústrias da região, a principal delas se refere ao preço pago ao produtor por animal, atualmente, com média de R$ 0,45. Para os agricultores o preço deveria variar em R$ 0,80. A baixa remuneração, conforme os avicultores, não cobre os principais custos com energia, medicamentos, infraestutura dos aviários e a apanha das aves.

Dificuldades de exportação

“Nos últimos três anos a atividade passou por uma grande dificuldade de falta de alimentos para os animais e de exportação do produto. Assim como a avicultura, a suinocultura também passou por um período difícil”, reforça o avicultor.

A crise que assolou o segmento reduziu de 3 mil para aproximadamente 1,3 mil aviários na região Sul. O município de Treviso, segundo Tezza, fechou quase 100 aviários, dos 129 hoje são apenas 30. “Cada aviário fechado é um agricultor que migrou para outra atividade ou foi trabalhar na cidade”, considera Tezza.

Na avaliação do produtor também existe uma preocupação com a mão de obra na agricultura. “Com a grande demanda de empregos os jovens estão migrando para as cidades e não querem mais trabalhar no campo, só estão ficando os mais velhos. Mas, quem dará continuidade a atividade? Precisamos de incentivos para que novas pessoas queiram ficar na atividade.

Podemos no futuro sofrer com problemas de abastecimento de alimentos”, instiga o produtor. No Brasil, 50% da produção da agricultura provêm da agricultura familiar. No Sul hoje são 789 produtores, somente na Amesc são 260 famílias na atividade.

O encontro na Amesc acontece às 18h30min, no auditório da Escola Inês Toneli Napole, em Meleiro.

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