Conselho Tutelar foi acionado e irmão da vítima também teria sido agredido.
Foto: Divulgação/PMBN
Menino de 2 anos chegou ao Centro de Educação Infantil (CEI), no bairro Pinheiral, em Braço do Norte, nessa terça-feira, 18, com marcas pelo corpo que retratavam uma história de violência doméstica. Por volta das 15h30, a Polícia Militar foi acionada pela diretora da creche após a criança apresentar um “galo” na cabeça, arranhões no pescoço e informar que o pai “bateu com a cadeira” nele e no irmão.
A cena na escola provocou repúdio: o menino chegou pela manhã assustado, reclamava de dores, recusou alimentação e visivelmente abalado. A professora, ao examiná-lo, encontrou as marcas físicas da agressão. O caso revelou um histórico ainda mais alarmante – a mãe das crianças possui medida protetiva contra o pai desde o período em que moravam no Paraná, mas havia reatado o relacionamento.
O irmão da criança também frequenta o mesmo CEI e teria sido agredido, mas não apresentava nenhuma marca visível.
O Conselho Tutelar, acionado imediatamente pela escola, já estava no local quando a Polícia Militar chegou. Os conselheiros assumiram a custódia das crianças por determinação legal.
Na sequência, os policiais militares se deslocaram até a residência da família, onde encontraram o suposto agressor, de 40 anos, pai das vítimas. Ao ser informado sobre a situação, o homem tentou fugir para dentro do imóvel, mas foi contido pela guarnição. Ele foi preso em flagrante pelos crimes de lesão corporal e desobediência, sendo encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.
A mãe, de 29 anos, não estava no local durante a ação policial, pois se encontrava no trabalho. O caso expõe a vulnerabilidade de crianças em situações de violência doméstica e a importância da escola como instrumento de proteção à infância.