Saúde

Bebê que nasceu com 26 semanas e 520 gramas se recupera e recebe alta da UTI do HNSC em Tubarão

A bebê apresentou complicações inerentes à prematuridade extrema, como distúrbio respiratório e infecção, e foi encaminhada diretamente para a UTI Neonatal da Instituição.

Divulgação

A história de Vanessa Francisco Fernandes, de 31 anos, e sua bebê Alice, hoje com 2 meses e meio, nos faz retomar a esperança na saúde e acreditar no milagre da vida em meio à maior pandemia dos últimos cem anos. Alice nasceu no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), de Tubarão, no dia 1º de abril, com 26 semanas, ou cerca de seis meses e meio de gestação, e pesando apenas 520 gramas. A bebê apresentou complicações inerentes à prematuridade extrema, como distúrbio respiratório e infecção, e foi encaminhada diretamente para a UTI Neonatal da Instituição.

Na última quinta-feira, após pouco mais de dois meses de tratamento, Alice recebeu alta da UTI com 1,700kg, e irá continuar ganhando peso junto com a mãe no alojamento do HNSC, que utiliza o Método Canguru, técnica consagrada pelo Ministério da Saúde que incentiva a mulher a manter contato pele a pele com a criança por longos períodos, favorecendo o vínculo afetivo, a estabilidade térmica, o estímulo à amamentação e o desenvolvimento físico e emocional do recém-nascido.

“Normalmente, uma gestação dura cerca de 40 semanas, e quando o bebê nasce antes das 37, já é considerado prematuro. É muito difícil que bebês com 26 semanas sobrevivam, ainda mais numa época de pandemia. Por isso hoje estamos nos sentindo realizadas. É realmente um milagre de vida, e ficamos muito felizes de ver que nosso trabalho realmente faz diferença”, afirma a Dra. Karla Dal Bol, pediatra e coordenadora da UTI Neonatal do HNSC.

A mãe Vanessa, que é de Gravatal, município vizinho a Tubarão, conta que foram dias de muita angústia. “Pros pais não é nada fácil ver a filha numa incubadora, sem poder pegar no colo, e talvez sem muita chance de resistir. Mas sempre confiamos muito em Deus, na nossa pequena guerreira e na capacidade dos profissionais do Hospital. Hoje já estamos no quarto e me sinto mais aliviada e grata a equipe da UTI, que estará sempre guardada no meu coração”, afirma. Ela ficará junto da pequena Alice até a alta definitiva, que ainda não tem previsão de acontecer.

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