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Blackout EUA-Canadá: O grande apagão de 2003

Naquela tarde, uma queda de energia atingiu grande parte das regiões Nordeste e Meio-Oeste dos EUA, além da província de Ontário, no centro-leste do Canadá

Cidade de Toronto às escuras em decorrência do apagão (Foto: Autoria Desconhecida/wiki commons)

Apagões de energia são eventos relativamente comuns nos dias atuais. A interrupção no fornecimento pode afetar desde um conjunto de casas até uma rua, um bairro ou, em casos mais graves, uma cidade inteira. No entanto, é raro que esses apagões ocorram de forma tão ampla a ponto de atingir milhões de pessoas simultaneamente. Um dos poucos exemplos de um apagão em escala internacional foi o ocorrido em 2003, que afetou os Estados Unidos e o Canadá, deixando milhões de pessoas sem energia elétrica.

No dia 14 de agosto de 2003, uma quinta-feira, um incidente histórico marcou o Canadá e os Estados Unidos: um apagão de grandes proporções. Naquela tarde, uma queda de energia atingiu grande parte das regiões Nordeste e Meio-Oeste dos EUA, além da província de Ontário, no centro-leste do Canadá. Aproximadamente 55 milhões de pessoas foram afetadas, 45 milhões nos EUA e 10 milhões no Canadá, prejudicando sistemas de comunicação, transporte, hospitais, aeroportos e outros serviços essenciais. O prejuízo econômico ultrapassou US$ 6 bilhões, segundo o jornal The New York Times.

O apagão foi causado por uma série de falhas técnicas e operacionais que, combinadas, resultaram em um colapso de grande magnitude. Uma falha de software conhecida como “race condition” na empresa FirstEnergy, localizada em Ohio, atrasou o sistema de alarme por mais de uma hora, impedindo que os operadores fossem alertados sobre o mau funcionamento da rede. Além disso, galhos de árvores tocaram linhas de transmissão sobrecarregadas, agravando a situação. Como os operadores não estavam cientes do problema, não houve redistribuição adequada da carga elétrica para conter o colapso.

A ausência de medidas corretivas, somada à falha no servidor principal, gerou um efeito cascata que levou ao colapso da rede elétrica em toda a região. Um ano após o incidente, a Comissão EUA-Canadá sobre o Sistema Elétrico divulgou um relatório detalhando os fatores que contribuíram para o apagão.

Os quatro principais pontos destacados pelo relatório foram:

  • A FirstEnergy e seu comitê de planejamento “falharam em examinar e compreender as deficiências do sistema, especialmente quanto à instabilidade e vulnerabilidade da área de Cleveland-Akron, e não operaram o sistema com critérios adequados de voltagem.”
  • A empresa “não reconheceu nem compreendeu a deterioração progressiva de seu sistema.”
  • A FirstEnergy “falhou em gerenciar o crescimento de árvores ao redor das linhas de transmissão.”
  • Houve uma “falha na organização do sistema de grade interconectado em fornecer um diagnóstico eficaz em tempo real.”

Fonte consultada:

WIKIPÉDIA. Apagão nos Estados Unidos e Canadá em 2003. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Apag%C3%A3o_nos_Estados_Unidos_e_Canad%C3%A1_em_2003 Acesso em 14 ago. 2025

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