Política

Bolsonaro defende que alunos gravem professores em sala de aula

"Tem que se orgulhar, e não ficar preocupado", disse.

Foto: Reprodução / TV Bandeirantes

Em entrevista para a TV Bandeirantes, o presidente eleito Jair Bolsonaro – PSL afirmou ser favorável a que alunos gravem as aulas de professores, como sugerido pela deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo – PSL. Na ocasião, a justiça catarinense ordenou que a parlamentar eleita apague as postagens nas quais incentiva alunos a denunciarem docentes.

“Professor tem que se orgulhar e não ficar preocupado. Mau professor é o que se preocupa com isso aí”, disse.

Bolsonaro fez críticas às questões do Enem que falam sobre a população LGBT. De acordo com ele, essas questões não medem conhecimento do aluno.

“Não tenho implicância com LGBT, mas uma questão de prova que entra na linguagem secreta de gays e travestis não medem conhecimento nenhum. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis para a sociedade” declarou.

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Mudanças na lei penal

O presidente eleito também afirmou que pretende modificar a legislação penal brasileira para autorizar pessoas a atirar em invasores de propriedades. Bolsonaro afirmou que a sua equipe está se inspirando na legislação de alguns Estados americanos para formular essas propostas.

“É a garantia do policial, em operação, não ser punido, mas também, ao cidadão de bem, em havendo uma invasão, ter direito a atirar no invasor. A propriedade privada é sagrada ou não é” afirmou o presidente eleito.

Nos Estados Unidos, alguns Estados, como a Flórida têm a lei “stand-your-ground”, que permite a pessoas usar força letal, como disparos de armas de fogo, contra ameaças ou ameaças percebidas.

Bolsonaro falou também que esse tipo de norma jurídica deve ser utilizado para as forças policiais, citando o caso do cunhado de Ana Hickmann, Gustavo Correa, que matou um fã da apresentadora em 2016 com três tiros na nuca quando ele planejava um atentado contra a atriz.

“Quem tem arma fica preocupado. O bandido entra em casa se movimentando, morre no quinto tiro. Você vai ser processado? Aquele homem (o cunhado de Ana Hickmann) deveria ser condecorado pelo Ministério Público, não processado.”

Em abril de 2018, Gustavo Correa foi absolvido da acusação de homicídio doloso.

Amenidades

A entrevista com o apresentador José Luiz Datena, durante o programa Brasil Urgente, durou mais de uma hora. No programa, o presidente eleito e o apresentador trocaram gentilezas, brincaram com a prancha de bodyboard que foi usada na entrevista coletiva da última quinta-feira (5) e também com a desistência do apresentador de se candidatar ao Senado por São Paulo.

“Quando eu desisti, você falou que foi a melhor coisa que tinha acontecido na minha vida” brincou Datena, ao afirmar que Bolsonaro havia ligado para ele na ocasião.

Bolsonaro comentou políticas para redução da violência urbana e declarou ser favorável ao uso de drones com armamento acoplado, defendido pelo governador eleito do Rio, Wilson Witzel – PSL.

“Vocês da mídia dizem que vivemos em guerra. Sou a favor porque não tem outro caminho. Do outro lado tem alguém atirando à vontade. Como você põe um ponto final?”

Bolsonaro também declarou que a intervenção federal no Rio de Janeiro não é necessária, uma vez que “mudando a lei”, a polícia “dá conta do recado”.

“Se nós tivermos como, na forma da lei, enfrentar a bandidagem, vai morrer muito menos gente. Se conseguimos mudar artigos do código penal, a Polícia dá conta do recado.”

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População carcerária

O presidente eleito afirmou que não vê problemas em “amontoar” apenados nos presídios.

“Ninguém quer torturar ninguém. Se não tiver recursos, amontoa. Um presidiário, quando estava dormindo de forma desacomodada no Brasil, vai pedir indenização, por estar dormindo em uma cela superlotada. Tem que ter uma solução para isso.”

Posteriormente, Bolsonaro foi confrontado por Datena. O apresentador afirmou que presídios mais cheios “fornecem soldados” para o crime brasileiro, aprimorando o controle de facções como o Primeiro Comando da Capital – PCC. Bolsonaro evitou o confronto, mas afirmou que espera contar com o apoio do Supremo Tribunal Federal (STF) nessas questões.

“Na ponta da linha, proibiu a revista íntima. Cumprir a pena de forma integral, acabar com a progressão de pena. Tive informações de que ministros do STF estariam contra esse tipo de proposta. O que eu tenho falado, e tenho falado para o STF, é que temos que fazer política juntos, para transformar o país.”

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Relações com Moro

O presidente eleito também falou sobre a nomeação de Sergio Moro, que aceitou, na última semana, o convite para ser ministro da Justiça e Segurança no seu governo. Afirmou que deu “carta branca” a Moro para tratar de corrupção e crime organizado, mas que terá de chegar a um “meio termo” sobre outros pontos.

“Tem muita coisa que passa pela Justiça e depende do presidente. Reservas indígenas, não tem mais demarcação. Maioridade penal, também foi colocado aí na mesa. Naquilo que somos antagônicos, vamos buscar o meio termo. Desarmamento, sou a favor da posse. Se ele for contrário, tem que chegar a um meio termo” declarou.

Com informações do site Diário Catarinense

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