Operação contra o tráfico cumpriu nove mandados de busca e apreensão e duas ordens de prisão; ações também ocorreram em Criciúma e Treviso.
Fotos: Polícia Civil
Um homem de 20 anos, apontado pela Polícia Civil como braço direito de “Neném Boiadeiro”, foi preso na manhã desta quarta-feira (19), em Forquilhinha, durante uma operação contra uma estrutura criminosa investigada pela distribuição de cocaína em Criciúma e outros municípios do Sul de Santa Catarina.
Conhecido como “Neném” ou “Neném Boiadeiro”, o principal investigado é apontado pela Polícia Civil como um importante distribuidor de cocaína na região. Ele já havia sido preso há aproximadamente dois meses, em Vacaria (RS), depois de permanecer foragido da Justiça por cerca de oito anos.
A ação desta quarta-feira foi deflagrada pela Delegacia de Combate às Drogas (DECOD), do Departamento de Investigações Criminais (DIC) de Criciúma, em conjunto com a Polícia Militar. Ao todo, foram cumpridas nove ordens de busca e apreensão e duas ordens de prisão em Forquilhinha, Criciúma e Treviso.
Segundo a investigação, o jovem preso em Forquilhinha tinha atuação relevante no esquema, principalmente na comercialização de drogas e no recolhimento dos valores provenientes do tráfico. Conforme a Polícia Civil, ele já havia sido flagrado em outras ocasiões transportando dezenas de quilos de cocaína e expressivas quantias em dinheiro, mas conseguiu fugir das abordagens.
Nesta quarta-feira, ele foi localizado e preso em sua residência, em Forquilhinha.
Já Neném Boiadeiro havia sido preso anteriormente em razão de uma condenação por tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, mesmo durante o período em que permaneceu foragido, ele teria continuado atuando na comercialização e distribuição de cocaína para outros traficantes de Criciúma e da região.
Com o avanço da investigação, a DECOD reuniu elementos sobre novos crimes supostamente praticados durante esse período. Por isso, uma nova ordem de prisão foi expedida contra Neném Boiadeiro, agora relacionada aos fatos apurados nesta investigação.
A operação mobilizou diferentes unidades da Polícia Civil, além do Núcleo de Operações com Cães, CORE e SAER. Pela Polícia Militar, participaram equipes da Rádio Patrulha e do CEPAE do 9º Batalhão.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, fornecedores e distribuidores, além de aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira da estrutura criminosa.
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