Com quase 300 atendimentos realizados pelo CREAS em 2025, município foca na padronização de protocolos e na autonomia do cidadão para fortalecer a rede socioassistencial e a garantia de direitos.
Foto: Divulgação
A organização das políticas voltadas à população em situação de rua ganhou um novo capítulo na região da AMUREL. Na última semana, o município de Braço do Norte foi palco de uma etapa de assessoramento técnico presencial, focada na estruturação dos serviços realizados pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
O balanço de 2025 revela a magnitude do desafio: foram 293 atendimentos realizados, entre abordagens sociais e acompanhamentos individualizados. Os números comprovam a presença ativa da Proteção Social Especial no enfrentamento de vulnerabilidades extremas e na garantia de direitos fundamentais.
O trabalho desenvolvido pelo CREAS de Braço do Norte é pautado estritamente nos princípios do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e da ética profissional. Diferente de abordagens repressivas, o foco é a autonomia do cidadão.
“A atuação respeita integralmente a vontade do indivíduo. Muitas vezes, o usuário opta por não aceitar um acolhimento imediato, o que exige das equipes uma intervenção continuada e um acompanhamento persistente para criar vínculos de confiança”, explica a equipe técnica.
Como o município não dispõe de estrutura de acolhimento institucional próprio (como albergues ou Centro POP), o trabalho exige uma articulação intersetorial robusta. O CREAS atua na linha de frente com:
Abordagens em pontos estratégicos e busca ativa;
Encaminhamentos prioritários para Saúde, CAPS e CadÚnico;
Elaboração de Planos de Atendimento Individual;
Retorno assistido ao município de origem (quando há desejo do usuário e indicação técnica).
A Assessora em Assistência Social da AMUREL, Ivania May, realizou uma imersão técnica no município. O objetivo foi orientar a revisão de fluxos e a padronização de protocolos conforme a Política Nacional de Assistência Social.
O foco da reunião foi a organização da rede socioassistencial e na definição de como os diferentes setores da prefeitura devem interagir ao encontrar uma pessoa em situação de rua. Essa padronização garante que o atendimento seja eficiente, rápido e, acima de tudo, humano.
Para a AMUREL, o apoio aos 18 municípios da região é essencial para consolidar políticas públicas que não sejam apenas “respostas de emergência”, mas sim estruturas sólidas de proteção.
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