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Brasil abre 112,3 mil vagas com carteira assinada em janeiro, diz Novo Caged

Estoque de vínculos ativos chega a 48,6 milhões; indústria lidera as contratações e comércio recua após o fim das festas.

Foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press

O Brasil criou 112.334 empregos formais em janeiro, segundo dados do Novo Caged. O saldo é resultado de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos registrados no mês. Com isso, o país passou a ter mais de 48,5 milhões de vínculos com carteira assinada ativos.

Os números foram apresentados nesta terça-feira (3), em São Paulo, pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante entrevista coletiva.

Saldo em 12 meses e crescimento do estoque

No acumulado de 12 meses (de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026), o saldo foi de 1.228.483 novos postos formais. Nesse período, o total de vínculos ativos cresceu 2,6%, passando de 47.349.496 para 48.577.979 trabalhadores formalizados.

Setores: indústria lidera; comércio recua

Quatro dos cinco grandes setores registraram saldo positivo em janeiro, com destaque para a Indústria, que teve o melhor desempenho ao criar 54.991 vagas. Também avançaram:

Serviços: 40.525
Construção: 50.545
Agropecuária: 23.073

Já o Comércio fechou o mês com queda de -56.800 postos, movimento atribuído à sazonalidade após as contratações do fim de ano.

Estados: SC, MT e RS puxam alta

Regionalmente, 18 das 27 unidades da federação apresentaram saldo positivo. Os maiores avanços foram:

  • Santa Catarina: +19.000
  • Mato Grosso: +18.731
  • Rio Grande do Sul: +18.421

Em termos percentuais, Mato Grosso teve o maior crescimento (1,9%), seguido por Santa Catarina (0,7%) e Goiás (0,7%).

Foto: Agência Gov

Salários e perfil das contratações

O salário médio real de admissão em janeiro de 2026 foi de R$ 2.389,78, alta de 3,3% em relação a dezembro de 2025. Na comparação com janeiro do ano anterior, houve aumento de 1,77%, já descontados efeitos sazonais.

Do total de vagas criadas no mês:

  • 58% foram empregos típicos
  • 42% foram não típicos

Entre os não típicos, aparecem contratações via CAEPF (com destaque para a agricultura da soja), admissões com jornada de até 30 horas semanais e aprendizes.

O salário médio dos trabalhadores típicos foi de R$ 2.428,67 (1,6% acima da média geral). Já entre os não típicos, a média ficou em R$ 2.136,37, 10,6% abaixo do valor geral.

Fonte: Agência Gov

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