Geral

Brasil participa de encontro da ONU sobre direitos das mulheres em Nova York

Lideranças e organizações discutem igualdade de gênero e estratégias de combate à violência contra mulheres.

Foto: Claudio Kbene/PR

O Brasil participa da 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas (CSW70), considerada a maior reunião anual da Organização das Nações Unidas dedicada à promoção da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres. O encontro ocorre em New York City e segue até o dia 19 de março, reunindo representantes de governos, organizações da sociedade civil, ativistas, jovens e integrantes do setor privado.

Para a coordenadora-geral da organização brasileira Criola, Lúcia Xavier, a participação do Brasil no evento demonstra o esforço do poder público em ampliar o debate sobre o enfrentamento da violência contra mulheres no país.

“Certamente esses marcos [legais] já estão postos [no Brasil], desde a construção da Lei Maria da Penha e, depois, a Lei do Feminicídio. Mas, na prática, ainda não tomaram pé na sociedade. Ainda não tem uma sociedade refletindo, criando processos de proteção social, enfrentando o debate do patriarcado e do machismo”, disse a especialista, ressaltando os altos índices de feminicídio e violência sexual.

Segundo a ativista, além da existência de leis e marcos legais, é fundamental fortalecer a articulação entre governo e sociedade para que as políticas públicas sejam efetivamente implementadas. Para ela, os debates realizados no evento internacional contribuem para a construção de estratégias, mecanismos e ações que possam avançar no combate à violência e na promoção da igualdade de gênero no Brasil.

“A gente [costuma dizer] que é uma epidemia [de violência], mas é mais do que isso. Uma epidemia exige controles públicos e sociais, mas isso é mais que uma epidemia”, alertou.

“É um crime que vem sendo praticado com muita impunidade e com pouco reforço dos órgãos públicos, no sentido do controle social. É um prejuízo enorme para as mulheres, que já vivem a situação de vulnerabilidade e também de insegurança nos seus relacionamentos, no seu trabalho, na sua vida como um todo”, disse Lúcia.

Fonte: Agência Brasi

Para receber em tempo real as principais notícias que impactam a nossa região,
entre no grupo de WhatsApp do Sul in Foco clicando aqui

Notícias Relacionadas

Cidasc emite comunicado sobre proibição de fabricação, comércio, prescrição e uso do herbicida Paraquat no Brasil

A reavaliação toxicológica do paraquat foi determinada em 2008 pela Anvisa e finalizada em 2017

Homem é assassinado e duas mulheres feitas de refém em Gravatal

Ocorrência foi registrada por volta das 11h20 pela Polícia Militar. Dois suspeitos foram presos.

PRF apreende 61 kg de maconha escondido em automóvel sobre um guincho em Tubarão, na BR-101

O motorista do guincho e o passageiro, motorista do Astra, foram conduzidos para a Polícia Civil de Tubarão.

Jovens e mulheres terão prioridade na liberação de recursos dos Programas da Secretaria da Agricultura de SC

De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, em Santa Catarina são quase 170 mil agricultoras e mais de 6,9 mil propriedades rurais administradas por jovens.