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Cachorro atropelado e vítima de maus-tratos em SC “se forma” em Veterinária

Ele virou febre na internet no fim de semana ao ter fotos da formatura divulgada

Divulgação

Simpático, cativante, lindo e ainda com curso superior. De quem estamos falando? Do vira-lata caramelo mais querido de Blumenau: o Pirata. O cachorro virou febre nas redes sociais neste fim de semana ao ter uma foto divulgada pela UniSociesc em que aparece de beca na formatura da primeira turma de veterinários da instituição.

O evento ocorreu no começo de março em Blumenau, mas só agora os cliques do pet foram divulgados. O que muita gente não sabe é que Pirata tem uma história de superação. Gisele Boschiroli de Andrade conta que em 2018, quando já cursava o curso de Medicina Veterinária, uma amiga socorreu o animal que tinha sido atropelado e o motorista fugiu sem prestar socorro.

O cão recebeu cuidados, precisou passar por cirurgia e acabou perdendo um olho por causa do acidente. Daí veio o nome Pirata. As amigas tentaram encontrar a família já que ele tinha uma coleira, mas nunca encontraram. A busca por um novo lar também não teve sucesso. Gisele e a amiga não tinham como ficar com o doguíneo, mas encontraram uma alternativa.

— Por duas semanas ele dormia na casa da minha amiga e durante o dia ficava comigo na UniSociesc, onde eu trabalhava cuidando dos laboratórios de saúde e à noite cursava veterinária — conta Gisele que hoje divide a guarda de pet com a amiga.

Gisele é formada em Sociologia e em 2017 o gatinho dela ficou doente. Durante meses ela esteve quase diariamente dentro de um hospital veterinário de Blumenau para tratar o felino. Aí veio a paixão pela veterinária e aos 41 anos entrou na faculdade mais uma vez.

Assim os caminhos se cruzaram com Pirata, que virou fiel companheiro.

— Um dia nos corredores da faculdade encontrei o diretor e falei do Pirata. Logo depois o coordenador me ligou e disse que a Sociesc ia adotar o cachorro. Ele passou a morar ali, tinha caminha em várias salas. Todo mundo gostava dele. É um cachorro bonzinho, não latia, muito educado — relembra Gisele.

Pirata virou mascote, ganhou crachá e até bandana personalizada. Era único, aliás, liberado para dormir em local de trabalho, como mostram as fotos dele na unidade.

Mas aí veio a pandemia e o cãozinho não podia ficar sozinho no prédio. Com outros animais em casa, Gisele, guardião de Pirata na faculdade, precisou deixa-lo novamente na casa da amiga que o resgatou. Por lá a situação também era complicada, por causa de mais animais. As duas separam uma área e o dog ganhou um lugar na casa.

A primeira turma de veterinária concluiu o curso e a formatura ocorreu em março. AÍ Gisele e a mãe fizeram à mão a beca do cachorro, companheiro de sala de aula enquanto as atividades eram presenciais. O carinho dos acadêmicos é tão grande que até no álbum de formatura ele está presente.

É o fim da história? Não. Pirata está virando empresário. Gisele e uma amiga estão abrindo uma clínica veterinária em Florianópolis que leva o nome dele: Pirata Pet Care.

”Ele é um vira-lata que sofreu abandono, foi atropelado, não prestaram socorro. Então ele teve um início de história triste, difícil, mas sempre foi um cachorro muito feliz, amável com as pessoas. E a ideia de trazer ele para cá é também tocar as pessoas, fazer palestras, esclarecer sobre cuidados com animais, a importância da adoção, que existe muito cachorro abandonado.”

Com informações do NSCTotal

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