Segurança

Cachorros resgatados pela polícia após maus-tratos ganham novos lares em SC

“Parece que ela vive com a gente faz tempo”, diz uma das novas donas

Divulgação

Os cachorros resgatados por situação de maus-tratos na última sexta-feira (12), foram adotados por novas famílias em Ascurra, no Médio Vale do Itajaí, nesta semana. Os tutores ainda estão na fase de adaptação dos quatro bichinhos, mas afirmam que eles estão muito contentes. Os dias de tristeza ficaram no passado. 

— Parece que ela vive com a gente faz tempo — disse Luciana Buzzi.

Após o regaste, os cachorrinhos foram levados para um petshop que cuidou, deu banho e comida e providenciou a adoção de cada um deles. Luciana, Andréia, Terezinha e Carolaine são as novas donas de Maya, Babahloo, Bob e Romeu.

A Maya é a mãe dos outros três cãezinhos. Ela ficou com a família de Luciana da Silva Buzzi, 46 anos, que tem três filhas e há algum tempo queria um cachorrinho. Até cogitaram comprar de uma ninhada que ainda iria demorar mais dois meses, mas foi então que apareceu a oportunidade de adotar e não pensaram duas vezes.

— A Luana, minha filha de 10 anos, é apaixonada por cachorros, se ela pudesse resgatava todos da rua e colocava dentro de casa. Ela pedia há muito tempo para a gente, por isso decidimos adotar — conta Luciana.

Luciana ainda falou sobre a ansiedade da filha para conhecer a nova integrante da família. Segundo ela, a garota contava os dias para finalmente poder cuidar do tão sonhado cãozinho. A rotina realmente mudou.

— Ela [a filha] é uma mãezona para a Maya. Sempre foi muito dedicada em tudo. Acorda de manhã antes de eu chamá-la para ir à escola só para alimentar e ficar junto com a cachorrinha. Quando ela chega da aula, também é a primeira coisa que ela faz. Antes mesmo de a gente decidir pegar um cachorrinho ela já tinha pesquisado e sabia tudo sobre todas as raças – explicou a mãe.

Já a Babahloo foi adotada pela professora Andréia Valim, 30 anos. Ela conta que sempre amou bichinhos e já tem duas cadelinhas. Pegar mais uma e dividir os custos não seria um problema. Além disso, ela também falou sobre os cinco gatinhos que alimenta no local de trabalho.

— A Bebhel e a Jujú, minhas outras cachorrinhas, são tratadas como rainhas. Minha mãe me chama de louca porque até no chão eu já dormi para poder cuidar delas. Poderíamos dividir todo o cuidado, amor e carinho por três, por isso adotamos — explica Andréia.

O Bob foi acolhido pela família da dona Terezinha Morais, 71 anos. Ela vive junto com o companheiro e dois gatos. A dona de casa é de Rio do Sul, mas mora na cidade há um ano. Ela conta que ama cachorros e ficou muito triste ao saber dos maus-tratos.

— Nós sempre quisemos um cachorrinho. Quando ele chegou as pessoas vieram aqui para

pegar ele no colo. Também mandei as fotos para os meus filhos, que ainda moram em Rio do Sul, eles ficaram apaixonados — explicou Terezinha.

Romeu foi adotado por Carolaine Matoso, 24 anos, de Ascurra. Quando a auxiliar de administração viu fotos do cachorro nas redes sociais se encantou e quis saber na hora se ainda havia a possibilidade de adoção. Como algum tempo antes ela tinha feito um estágio na delegacia, conhece quem trabalha lá e pediu se poderia adotar. Após passar todos os dados necessários, ela conseguiu finalmente levar o cachorro para casa.

— O olhar dele foi o que mais me chamou a atenção. Aquele olhar de criança, de animal dócil — contou Carolaine.

Agora Romeu — que passou a ser chamado de Benny, pois responde melhor a esse nome — vive na casa de Carolaine na companhia de outros animais, com quem tem se dado muito bem: uma cachorrinha chamada Luna, que também foi adotada, e três gatos: Neguinha, Chico e Chiquinho, filho de Chico.

Casal preso por maus-tratos

Um casal foi preso em flagrante na tarde de sexta-feira (12) em Ascurra por maus-tratos contra animais. A prisão foi realizada pelo Setor de Investigação Criminal da Comarca de Ascurra.

Após receberem uma denúncia, os policiais se deslocaram até a residência no bairro Estação e descobriram um canil nos fundos da casa com quatro cachorros.

Os animais estavam presos em um espaço cercado, não tinham água ou comida à disposição e estavam sujos. Além disso, o local estava repleto de fezes dos animais, demonstrando que o espaço não era limpo com frequência.

Com informações do NSCTotal

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