Apesar do protocolo entregue em Brasília, entidades representativas contestam a legitimidade e afirmam não reconhecer a convocação.
Foto: THOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL
Nesta terça-feira, dia 2, representantes da categoria de caminhoneiros formalizaram junto à sede da Presidência da República um pedido de paralisação geral para quinta-feira, dia 4 de dezembro. O documento foi protocolado por Chicão Caminhoneiro, figura que assume a liderança da mobilização, e pelo Sebastião Coelho, desembargador aposentado que se comprometeu a prestar suporte jurídico ao movimento. Eles afirmam que a greve será realizada de forma legal e organizada. 
Segundo os organizadores, a paralisação não tem motivação política ou partidária: o movimento visa pressionar por melhores condições de trabalho, reestruturação do marco regulatório do transporte de cargas, estabilidade contratual e aposentadoria especial para quem comprovar 25 anos de atividade. 
A adesão e a legitimidade da mobilização, entretanto, permanecem questionadas. Entidades tradicionais da categoria argumentam que não houve convocação formal coletiva e negam participação institucional. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que reúne nove federações e 104 sindicatos, e a Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (FETRABENS) afirmaram que não têm conhecimento de paralisação oficial e classificam como individuais os convites que circulam em redes sociais. 
Ainda assim, há setores que dizem apoiar a paralisação, como empresas e transportadores de combustíveis, o que pode dar escala ao movimento, caso muitos decidam aderir. Com o protocolo do pedido nesta terça-feira, a paralisação da próxima quinta, dia 4, ganha dimensão formal. Resta, agora, observar quantos caminhoneiros e transportadoras decidirão participar, e se o movimento será amplo ou restrito a grupos específicos.
Foto: Reprodução / Instagram
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