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Casal de Gravatal relata experiência angustiante com a dengue

Com internação durante quatro dias, quadro de saúde trouxe medo e preocupação

Foto: Divulgação

A dengue é uma preocupação de saúde pública que não pode ser negligenciada. Para o farmacêutico Edinei Vigarani Boger, de 39 anos, e sua esposa, a estudante de Nutrição Josiani Perin Alberton, de 34 anos, de Termas, em Gravatal, a experiência com a doença foi além do que imaginavam. Por isso, a história do casal serve como alerta para os impactos físicos e emocionais sentidos e reforça a importância da prevenção.

Os primeiros sintomas da dengue surgiram de forma súbita, em uma quinta-feira, 25 de janeiro, com febre e fortes dores de cabeça e no corpo.

Na manhã seguinte, foi feito o teste para Covid-19, que deu negativo. “Tive que ir pra casa deitar e as dores aumentaram. Inclusive, com uma dor forte atrás dos olhos. Foi quando minha esposa Josiani me chamou e contou que estava com os mesmos sintomas. Ela sentiu tontura nos três primeiros dias, apesar de não ter muita febre. À noite, fomos para o hospital já imaginando ser dengue”, relembra Edinei, que ao lado da esposa, possuem uma farmácia e um empório de produtos naturais nas Termas, mesmo bairro onde residem.

Eles foram atendidos, receberam o diagnóstico e iniciaram o tratamento. “O médico prescreveu o medicamento analgésico para dor e febre e recomendou hidratação, com água, chá e soro de reidratação, totalizando 4,8 litros diários. Também tive vômito e minha esposa teve sangramento nasal”, relata. Eles permaneceram em casa durante o fim de semana e, na segunda-feira, o resultado dos exames realizados trouxe preocupação.

“A médica nos solicitou um hemograma e também fiz um exame da dengue para ter certeza do diagnóstico. No mesmo dia, saiu o resultado. Minha esposa estava com as plaquetas muito baixas, em 93 mil, sendo que a referência é entre 140 mil e 400 mil. A minha estava no limite. Ficamos muito preocupados e voltamos para o hospital”. Com isso, veio a internação por quatro dias, até a tarde de quinta-feira. Outros sintomas sentidos foram forte dor abdominal, coceira intensa e manchas nas mãos, nos pés e no abdômen.

Risco de complicações e as consequências da doença

Uma das maiores preocupações do casal agora é o risco de contrair o tipo 2 da dengue, já que poderá aumentar as chances de complicações. “A gente tem anticorpos para o tipo 1 e, se tiver o tipo 2, o corpo não reconhece que é um novo tipo e produz ainda mais anticorpo do tipo 1, o que pode levar à dengue hemorrágica”, explica Edinei. Além disso, vêm as consequências para além dos sintomas. “Nosso trabalho foi afetado e perdi três quilos, fora o medo de acontecer o pior. Eu não imaginava ter dengue, mesmo sabendo que, a cada dia, o número de casos aumenta”.

O casal expressa ainda a profunda gratidão que sente pelos profissionais que os atenderam. “A Dra. Julia Berto de Oliveira sempre se manteve atenta, adequando a medicação intravenosa e oral. Os médicos do Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte, nos atenderam muito bem. Inclusive, trocavam informações com uma médica infectologista referência, além de a equipe ter atendido o nosso pedido de ficarmos juntos no mesmo quarto. Agradecemos muito aos médicos e enfermeiros”, reconhece.

Medidas preventivas são imprescindíveis para evitar novos casos

Após a experiência vivida, o casal reforça o alerta. “Por ser farmacêutico, ajudou muito a saber do diagnóstico, mas, em contrapartida, saber sobre a doença nos deixou preocupados. Ela está em nosso meio. Então, devemos cuidar com os locais onde há acúmulo de água e usar repelente, pois eu não lembro de me sentir tão ruim assim”, enfatiza Edinei.

Com o verão e o aumento das chuvas, se faz importante redobrar os cuidados com a dengue. A doença, transmitida pelo Aedes Aegypti, demanda a participação ativa de toda a comunidade para que haja a prevenção a fim de evitar a proliferação do mosquito transmissor e, consequentemente, a propagação da dengue.

Para isso, as medidas são simples, mas eficazes. Basta eliminar recipientes que possam acumular água parada, como pneus, garrafas, vasos de plantas e caixas d’água mal vedadas. Além disso, é essencial manter a limpeza de quintais e terrenos, evitar o acúmulo de lixo e utilizar repelentes e telas de proteção nas janelas.

Focos da dengue

O Município de Gravatal já registrou três focos do mosquito da dengue neste ano, todos no bairro Termas. Durante todo o ano de 2023, três focos foram encontrados e três casos da doença foram registrados, dois contraídos fora e um dentro da cidade. Uma varredura pelos bairros e uma ação de conscientização nas residências e nos comércios estão sendo feitas pela Vigilância em Saúde.

“Estamos realizando uma ação bem contundente, mas também precisamos da colaboração da população contra o mosquito. Caso algum morador perceba algum terreno que esteja com água parada ou qualquer outra situação que possa ser um criadouro de mosquito, pedimos que realize denúncias pelo telefone (48) 3642-2144”, ressalta o agente de endemias André Avelino.

Neste mês de fevereiro, o Departamento de Endemias do Setor de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Braço do Norte confirmou o primeiro caso autóctone de Dengue. Ou seja, contraído no município. Trata-se de um jovem de 20 anos, residente no bairro Nossa Senhora de Fátima. A vigilância epidemiológica acompanha o caso, já que, no mesmo bairro, foram confirmados três focos do mosquito neste ano. Ao total, 14 focos foram encontrados na cidade em 2024. Os profissionais recomendam que as pessoas se atentem aos sintomas e que busquem atendimento médico, pois a doença é grave, mas curável se detectada e tratada a tempo.

Com informações da Folha do Vale

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