Audiências da Operação Caronte começam na segunda-feira (21) e apuram suposto esquema envolvendo agentes públicos, políticos e empresários do setor funerário de Criciúma e região.
Foto: Karina Manarin
A Operação Caronte, que investiga um suposto esquema envolvendo agentes públicos, políticos e empresários do setor funerário de Criciúma e da região Sul de Santa Catarina, entra em uma nova fase a partir da próxima segunda-feira (21). Nesta etapa do processo, cerca de 440 testemunhas serão ouvidas, além dos interrogatórios dos envolvidos.
A investigação teve início em 2021 e resultou em uma ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra 32 pessoas. Entre os investigados estão agentes e ex-agentes políticos e públicos, empresários do ramo funerário, advogados, intermediários e servidores comissionados.
A operação ganhou grande repercussão após resultar, na época, na prisão do então prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro. Segundo o MPSC, as provas reunidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) apontam para um suposto esquema estruturado para influenciar o Legislativo municipal, fraudar licitações, restringir a concorrência e favorecer grupos empresariais.
A ação também aponta possíveis prejuízos aos cofres públicos e danos a famílias enlutadas. O MPSC pede a condenação dos envolvidos, o ressarcimento de eventuais danos ao erário, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, proibição de contratar com o poder público e aplicação de multas civis.