Entre janeiro e outubro, segundo dados da Dive-SC, foram 51 mortes registradas em território catarinense, o que representa 9,1% de taxa de letalidade.
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A morte do jogador de futebol amador Guilherme Leacina da Silva, o Gui Praia, na última segunda-feira, dia 1º, por suspeita de meningite, acendeu um forte alerta no Sul de Santa Catarina. O caso, que gerou grande comoção na região, também reforçou a preocupação das autoridades de saúde diante do avanço da doença em todo o Estado.
De acordo com o relatório mais recente da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC), entre janeiro e outubro deste ano foram confirmados 559 casos de meningite no território catarinense. A maioria é de origem viral, seguida pelas meningites bacteriana e pneumocócica. No mesmo período, o Estado registrou 51 mortes, o que representa uma taxa de letalidade de 9,1%, número que por si só já acende o sinal de alerta para os órgãos de saúde.
Os dados mostram ainda que a forma mais letal da doença no Estado, até agora, é a meningite por tuberculose. Entre 11 casos confirmados, seis evoluíram para óbito, uma taxa de 54,5%. Logo atrás aparecem a meningite pneumocócica, com letalidade de 23,4%, e a doença meningocócica, com 18,1%.
A combinação de números elevados e mortes recentes, como a de Gui Praia, reforça a necessidade de atenção redobrada da população e das autoridades, sobretudo porque a meningite, em diferentes formas, pode evoluir rapidamente e exige diagnóstico precoce e tratamento imediato.
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