Doença fatal e transmissível a humanos já teve dois registros confirmados em propriedade rural.
Foto: Divulgação
Dois casos de raiva em bovinos foram confirmados na localidade de Carreiras do Siqueiro, em Pescaria Brava, acendendo um alerta sanitário para produtores rurais e moradores da região. A confirmação ocorreu após exames laboratoriais, realizados a partir da suspeita clínica identificada durante atendimentos veterinários.
De acordo com a médica veterinária Ester Goulart, os casos chegaram até ela após o relato de mortes recorrentes de animais em uma propriedade. “Diante desse cenário, foi realizada uma anamnese detalhada e exame clínico dos bovinos. Pelos sinais apresentados e pelo histórico, a principal suspeita foi raiva”, explicou.
Por se tratar de uma doença de notificação obrigatória, o caso foi comunicado à Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), que realizou a coleta de material para análise. Com a emissão do laudo, foi confirmada a presença do vírus em dois animais.
A raiva é uma doença viral fatal, que pode ser transmitida aos humanos principalmente por meio do contato com a saliva de animais infectados, geralmente em casos de mordeduras, arranhaduras ou contato com feridas abertas. Em animais herbívoros, os primeiros sinais incluem apatia, mudança de comportamento e dificuldade de locomoção, evoluindo para salivação excessiva, convulsões e morte em poucos dias.
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Segundo a veterinária, a principal forma de transmissão entre os animais ocorre por meio do morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus. A confirmação dos casos indica a circulação do vírus na região, o que eleva o risco de novos registros em propriedades vizinhas.
Diante do cenário, a recomendação é que produtores vacinem imediatamente seus rebanhos e que a população evite qualquer contato com animais que apresentem sinais neurológicos. “Não se deve manipular ou medicar o animal por conta própria. A orientação é acionar um médico veterinário imediatamente”, reforçou Ester.
A vacinação é considerada a principal medida preventiva, sendo indicada para animais a partir dos três meses de idade, com reforço anual — ou semestral em áreas com foco da doença. Em caso de possível exposição ao vírus, a orientação é buscar atendimento médico imediato, já que a intervenção precoce é essencial para evitar a evolução da doença.