Saúde

Casos respiratórios aumentam em mais de 270% no Vale

Segundo a Dra. Eletânia Esteves de Almeida, infectologista do Santa Teresinha, a gravidade dos casos diminuiu, resultado da vacinação em massa

Divulgação

Os casos de doenças com sintomas respiratórios aumentaram em 271,31% de dezembro até agora no Hospital Santa Teresinha. A situação preocupante fez com que o HST emitisse no final da tarde desta quarta-feira um comunicado alertando a população sobre o congestionamento no atendimento. As principais doenças relacionados aos sintomas são as novas variantes de Covid-19 e de Influenza.

Esse aumento foi sentido em todo Estado, Santa Catarina teve nas últimas 24 horas mais de dois mil casos confirmados de Covid-19. A alta na demanda de casos respiratórios acarreta na ampliação do tempo de espera no atendimento do Pronto Socorro. O comunicado do HST ressalta ainda a importância da procura pelo atendimento nas unidades básicas de saúde do Município, deixando os casos de maior urgência e emergência para o hospital.

Segundo a Dra. Eletânia Esteves de Almeida, infectologista do Santa Teresinha, a gravidade dos casos diminuiu, resultado da vacinação em massa, mas isso não impede a contaminação da população. “A vacinação para vírus não garante 100% de eficácia, justamente por isso ela acontece anualmente, a vacina resulta no aumento da imunidade o que faz com que os sintomas sejam mais amenos. Quanto maior a vacinação em massa, menor a circulação do vírus, resultando em menor contaminação”, explica. “Os casos de Covid que tem evoluído para sintomas graves hoje, em sua maioria, são de pacientes que não tomaram vacina ou que tomaram apenas uma dose”, completa a médica.

Os cuidados de prevenção dessas doenças devem ser mantidos, entre eles evitar aglomerações. O uso de máscara e álcool 70 também é uma importante forma de evitar a disseminação da doença, assim como o isolamento de pessoas com sintomas. “Se você tem algum tipo de sintoma respiratório, dor de garganta, coriza, tosse, evite contato com outras pessoas. Esses hábitos devem ser mantidos sempre, essa é a melhor forma de evitar a transmissão de doenças, é uma questão de consciência coletiva”, salienta a infectologista.

As variantes Ômicron do Covid-19 e H3N2 da Influenza atuam hoje em todo o mundo, causando picos de atendimento e contaminação em vários países. Apesar dos sintomas serem parecidos a forma de transmissão das duas doenças são diferentes, a Influenza inicia a transmissão e os sintomas simultaneamente, já a Covid tem o início da transmissão ainda na fase assintomática, ou seja, sem sintomas. Além disso, ambas possuem características peculiares de cada doença.
A influenza apresenta febre alta, calafrios, dores musculares, tosse, dor de garganta, intenso mal-estar, perda de apetite, coriza, congestão nasal e irritação nos olhos. Já a Covid apresenta dor de garganta; dor no corpo, principalmente na região da lombar, congestão nasal e problemas estomacais.

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