Entidade critica custo da medida e defende que representatividade se conquista com qualidade, não com mais cadeiras
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A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma decidiu entrar no debate sobre o aumento no número de vereadores da cidade. A entidade lançou uma nota neste início de semana deixando claro que é contra e medida. A proposta em discussão na Câmara Municipal quer elevar o total de cadeiras de 17 para 21, mas para a CDL, a mudança representa mais custo para o contribuinte e pouco ou nenhum ganho para a população.
Em nota pública, a CDL afirma que representatividade não depende da quantidade de parlamentares, mas sim da qualidade do trabalho prestado, do compromisso com os interesses coletivos e da abertura de canais reais de participação da sociedade.
Embora o aumento esteja dentro do que a legislação permite e o orçamento da Câmara respeite os limites constitucionais, a CDL alerta para o impacto real: “mais vereadores significam mais estrutura, mais cargos e aumento de despesas, diretas e indiretas”. E questiona o discurso de que “não haverá custo adicional”. Segundo a entidade, essa narrativa ignora um fator importante que são os recursos não utilizados pelo Legislativo que são devolvidos ao Executivo ao fim do ano, podendo ser reinvestidos em saúde, educação, segurança e infraestrutura.
Outro ponto sublinhado no posicionamento é que Criciúma já ampliou o número de vereadores recentemente: em 2012, o salto foi de 12 para 17 cadeiras. Ou seja, essa discussão não é nova e ainda nem foi totalmente assimilada pela população.
A CDL reforça na nota que mantém o compromisso com a responsabilidade fiscal e o uso eficiente dos recursos públicos. E encerra o comunicado com um recado direto: “Mais vereadores não significam, necessariamente, mais representatividade. O que precisamos é de um Legislativo que funcione bem com o que já tem.”