Cultura

Centro Cultural Jorge Zanatta recebe exposição “Locomotivas”, uma viagem pela memória industrial de Criciúma

Visitação aberta ao público acontece até o dia 30 de novembro

Foto: Divulgação

A Galeria de Arte Willy Zumblick do Centro Cultural Jorge Zanatta recebe, até o dia 30 de novembro, a exposição Locomotivas, dos artistas plásticos Edi Balodi e Sérgio Brody. A visitação é aberta ao público e acontece de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 12 horas e das 13 horas às 17 horas.

As 26 telas da exposição criam uma narrativa visual da memória industrial de Criciúma, retratando as imponentes locomotivas a vapor, um dos grandes símbolos da economia do carvão. As obras também retratam cenários diversos do cotidiano da extração do mineral, desde os grandes galpões de beneficiamento até as bancadas das mulheres escolhedeiras.

Foto: Divulgação

A presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Cristiane Maccari Uliana Zappelini, destaca que a exposição reforça o papel da arte como guardiã da história da cidade.

“As obras do Edi e do Sérgio são um convite à memória afetiva de Criciúma. Elas remontam um período que moldou nossa identidade e ajudam as novas gerações a compreenderem o quanto a cultura e o trabalho estão entrelaçados na nossa trajetória. É uma alegria ver o Centro Cultural Jorge Zanatta recebendo uma mostra tão representativa da alma criciumense”, afirma.

Amigos desde a infância, Edi e Sérgio traduzem em cores e texturas lembranças que marcaram suas vivências na cidade.

“A gente tinha medo daquelas máquinas enormes — e os pais também — porque os trens cruzavam a cidade, cortavam o que hoje é a Avenida Centenário. Vivemos intensamente esse tempo, e agora buscamos mostrar, por meio das artes plásticas — escultura, pintura, desenho, instalação — uma realidade que ainda faz parte do nosso imaginário, tanto político quanto econômico e artístico”, destaca Edi Balodi.

Sérgio Brody lembra que a fumaça das locomotivas é um elemento recorrente nas obras.

“A fumaça é uma lembrança muito forte. O trem parava pra abastecer, mas continuava ligado — e aquela fumaça preta cobria o bairro inteiro. A gente estudava no Marcos Rovaris, e as mães gritavam da janela pra correr e tirar a roupa do varal antes que ficasse toda preta. Essa memória, tão viva, acabou virando parte essencial do nosso trabalho”, conta o artista.

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