O episódio foi considerado uma das maiores chacinas da história do estado do Rio de Janeiro e teve repercussão internacional
Foto: Júnio/wiki commons
Em 1993, um massacre ocorrido no Rio de Janeiro chocou o país e expôs a violência institucionalizada nas periferias urbanas. Na madrugada de 29 de agosto daquele ano, cerca de 36 homens encapuzados e fortemente armados invadiram a favela de Vigário Geral, localizada na zona norte da cidade, e assassinaram 21 moradores de forma brutal e indiscriminada.
A chacina foi uma represália à morte de quatro policiais militares ocorrida no dia anterior, em uma emboscada armada por traficantes na Praça Catolé do Rocha, também situada em Vigário Geral. Embora os assassinatos dos PMs tenham sido atribuídos ao tráfico local, nenhuma das vítimas da chacina tinha envolvimento com atividades criminosas.
O episódio foi considerado uma das maiores chacinas da história do estado do Rio de Janeiro e teve repercussão internacional, sendo posteriormente julgado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) como crime contra os direitos humanos.
Dos 52 policiais militares formalmente acusados, apenas seis foram condenados. Destes, dois cumpriram pena e quatro foram libertados por habeas corpus. A maioria dos acusados foram licenciados ou excluídos da corporação sem julgamento judicial.
A chacina deixou marcas profundas na comunidade de Vigário Geral. Muitas famílias das vítimas não receberam indenização do Estado, e o episódio se tornou símbolo da violência policial e da negligência estatal com a população menos favorecida dos grandes centros urbanos.
Fonte consultada:
WIKIPÉDIA. Chacina de Vigário Geral. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Chacina_de_Vigário_Geral Acesso em 29 ago. 2025