Conforme a última atualização da Defesa Civil, 1.197 pessoas em abrigos, 1.448 desalojadas por conta das chuvas no RS
Foto: Montagem
A chuva voltou a causar transtornos em regiões do Rio Grande do Sul desde a segunda-feira (16). Conforme a última atualização da Defesa Civil, 68 municípios registraram danos, com 1.197 pessoas em abrigos, 1.448 desalojadas, duas mortes confirmadas e uma pessoa desaparecida por conta das chuvas no RS.
O governador Eduardo Leite afirmou que as chuvas devem persistir pelas próximas 24 a 36 horas, e reforçou que é essencial que todos redobrem os cuidados devido ao risco de enchentes.
A Defesa Civil informou que já enviou itens de ajuda humanitária para as cidades de Santana do Livramento e Jaguari. Na sequência, os materiais devem ser encaminhados para o município de Mata.
Na quarta-feira (18), o governador visitou o município de São Sebastião do Caí para acompanhar a situação de perto e reforçar os alertas à população.
A estimativa da Defesa Civil é de que o nível do rio atinja cerca de 13 metros — uma enchente expressiva, embora inferior aos 17 metros registrados em maio do ano passado.
“Nós vamos ter transtornos, vamos ter situações de inundações, mas não é nada comparável ao que tivemos em maio do ano passado. Estamos com nossas equipes em campo para atender a todos os chamados”, afirmou Leite.
Segundo a Agência Brasil, uma das mortes ocorreu em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha. O corpo de um jovem de 22 anos foi encontrado dentro de um carro parcialmente submerso pelas águas do Rio Caí.
A outra morte foi confirmada na terça-feira (17), em Candelária, na Região dos Vales, a cerca de 188 quilômetros de Porto Alegre. Geneci da Rosa, de 54 anos, foi encontrada sem vida após o carro em que estava com o marido ser arrastado pela correnteza ao tentar atravessar uma ponte. O marido de Geneci segue desaparecido.
Em Canoas, pelo menos 89 pessoas estão desalojadas e 28 desabrigadas. Em vídeo divulgado nesta manhã, o prefeito Airton Souza informou que 29 escolas do município foram parcialmente destelhadas e que as aulas estão suspensas.
Além disso, cerca de 16 rodovias estaduais e outras seis apresentam trechos parcialmente bloqueados devido às chuvas.
O governador destacou que algumas regiões, especialmente no noroeste do estado, já acumulam mais de 350 milímetros de chuva — volume muito acima do normal para o período.
Jaguari foi um dos municípios que decretaram situação de calamidade pública. De acordo com a prefeitura, o nível do Rio Jaguari subiu 12,85 metros acima do normal, atingindo diversos bairros.
Ao todo, 300 famílias foram impactadas. Destas, 150 estão em abrigos públicos organizados pela prefeitura, enquanto as outras 150 estão acolhidas em casas de familiares e amigos.
Com informações do ND+