Fenômeno atingiu ao menos 18 municípios entre segunda (28) e terça-feira (29); comunidades litorâneas sofreram com alagamentos e ventos intensos
Foto – Alan Pedro
Um ciclone extratropical provocou fortes ventos, maré alta e diversos transtornos em Santa Catarina entre segunda (28) e terça-feira (29), afetando diretamente ao menos 18 municípios, segundo a Defesa Civil estadual. O fenômeno, intensificado pela lua nova, causou ressaca no litoral e deixou comunidades alagadas, embarcações danificadas e mais de 40 mil unidades consumidoras sem energia.
Em Florianópolis, o pico da maré atingiu 1,76 metros durante a madrugada de terça, o maior nível registrado nos últimos seis meses. As águas invadiram ruas e residências, principalmente na SC-405 e na Avenida Gustavo Richard. No Sul do Estado, cidades como Laguna, Garopaba, Jaguaruna e Araranguá registraram prejuízos à infraestrutura costeira, com destaque para a destruição de decks na praia do Morro dos Conventos.
Em Balneário Camboriú, o mar alcançou 1,73 metros e alagou trechos da Praia Central. Já em Urupema, na Serra, os ventos chegaram a 103 km/h, a maior velocidade registrada nas últimas 24 horas no Estado. As rajadas também causaram destelhamentos e quedas de árvores em Tubarão, Capivari de Baixo, Criciúma e Joinville.
De acordo com a meteorologista Francine Sacco, da Defesa Civil, a maré elevada se deve à combinação da influência do ciclone extratropical com a maré astronômica provocada pela lua nova. A previsão indica que a situação deve persistir até a tarde desta quarta-feira (30), com novos picos de maré entre o final da tarde e a madrugada.
As regiões mais afetadas pela falta de energia foram o Litoral, o Planalto, o Vale do Itajaí e a Grande Florianópolis. Ao todo, 250 equipes da Celesc foram acionadas para lidar com os danos. Municípios como São Bento do Sul, São Francisco do Sul e Imbituba também ativaram seus planos de contingência para enfrentar os impactos do ciclone.