Saúde

Cintia conta com solidariedade para conseguir cirurgia

Adolescente convive com síndrome desde bebê e agora precisa passar por procedimento para corrigir escoliose.

Foto: Divulgação

A história de luta da Cintia Eliseu Ouriques, hoje adolescente, começou quando ela tinha apenas um ano e nove meses de idade. Após ter uma convulsão, a menina foi levada ao médico que a diagnosticou com a Síndrome de Landau-Kleffner, condição que a levaria a ter quadros de epilepsia, autismo e retardo mental.

Ao longo dos anos, a família moradora da cidade de Pescaria Brava foi aprendendo a conviver com a síndrome, mas em 2015 um novo problema apareceu. “Eu fui dar banho nela e vi que um ombro estava meio torto, achei que ela poderia ter quebrado o braço ou a clavícula e levei ao médico”, conta a mãe da menina, Liliane Martins Eliseu.

“O médico mandou fazer um raio-X e quando o veio o resultado ele disse que era uma escoliose, que até então era de grau baixo, e mandou fazer o tratamento em Florianópolis, no Hospital Infantil.

A nova situação não tem relação com a síndrome com a qual Cintia já convive, mas dificultou ainda mais sua condição. “Em 2015 o médico do Hospital Infantil de Florianópolis mandou ela usar um colete, ela ficava muito agoniada, era muito quente”, relembra Liliane.

Três anos se passaram e, em junho de 2018, em visita ao médico, a mãe recebeu a notícia de que o quadro de escoliose da filha havia se agravado. “O médico disse que o colete não dava mais jeito, que era preciso fazer uma cirurgia. E disse também que tudo seria feito ali mesmo pelo hospital infantil, que eles já incluiriam ela na fila do SUS”, relata.

Descoberta e desespero

Já em 2019, com a situação da garota cada vez mais grave, Liliane teve uma notícia que a deixou desesperada. “Eu dei uma entrevista para um veículo de comunicação e eles me pediram o número do Cartão SUS dela para saber qual era a posição na fila, foi aí a minha grande decepção, o meu desespero, porque eles descobriram que ela nem estava na fila do SUS para fazer a cirurgia”, afirma. “Eles até ligaram para o hospital, mas não foi dada uma resposta”, complementa.

Foi então que, com a ajuda de um amigo da família, a mãe conseguiu dinheiro para pagar uma consulta particular e saber a real situação da Cintia. “O médico me perguntou se eu tinha dinheiro. Eu disse que não, não tenho dinheiro, mas tenho amigos, os meus amigos vão me ajudar”, declara Liliane.

Campanha arrecada fundos

Atualmente, Cintia já está na fila do SUS à espera da cirurgia, mas como já se passaram alguns meses, o quadro ficou mais preocupante e a família iniciou uma campanha com o objetivo de arrecadar fundos para pagar o procedimento. O orçamento para que a operação seja realizada de forma particular ficou em R$ 103 mil.

A cada dia que passa, Cintia precisa mais de cuidados e da solidariedade alheia. “Agora já está atingido os órgãos, ela não consegue mais caminhar, se afoga quando está comendo, porque a traqueia saiu do lugar, não consegue dormir, porque a única posição que dói menos é de cócoras”, conta a mãe.

A adolescente mora em Pescaria Brava com a mãe e outras duas irmãs. “Ela depende de mim para tudo, a dor é muito forte e os remédios não adiantam mais. Eu não consigo mais trabalhar, porque ela chora, fica agoniada. As pessoas estão me ajudando, doando alimentos”, comenta.

Dados para depósito

Uma conta bancária foi aberta pela família com a intenção exclusiva de receber doações em dinheiro de pessoas que possam contribuir para que a cirurgia da menina aconteça. Os dados da conta são: Agência 0421, Operação 013, Conta Poupança 117225-6. O banco é a Caixa Econômica Federal e está no nome de Cintia Eliseu Ouriques. O CPF da adolescente é o 079.200.369-17. Também é possível conseguir mais informações procurando pelo nome da garota em uma página no Facebook.

“Peço muito para que Deus coloque no nosso caminho um médico que venha e diga que vai fazer a cirurgia da minha filha”, afirma a mãe.

Com informações do site 4oito

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