Investigação apura fraudes em licitações, desvios de recursos e irregularidades na coleta de resíduos desde 2016.
Foto: Divulgação
A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta quinta-feira, dia 8, a segunda fase da Operação Coleta Seletiva, que resultou na prisão preventiva do prefeito de Garopaba, Junior de Abreu Bento (PP), além de um agente público municipal e de um empresário do setor de coleta de resíduos sólidos. A ação ocorreu nos municípios de Garopaba, Laguna, Pescaria Brava e Tubarão e apura, em tese, crimes de corrupção, fraudes em licitação, irregularidades na execução de contratos e desvio de recursos públicos.
Segundo o delegado Bruno Fernandes, da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), a operação é resultado de um inquérito policial que investiga condutas praticadas principalmente na comarca de Garopaba.
“As apurações indicam, ao menos em tese, a prática de corrupção ativa e passiva, fraudes em licitações e durante a execução contratual, além de desvio de recursos, em fatos que remontam ao ano de 2016, ainda em gestão anterior”, afirmou.
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Além das prisões, a operação determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores que somam quase R$ 1 milhão. Também foram cumpridos dois mandados de afastamento de cargo público contra secretários municipais de Garopaba. “Essas medidas cautelares visam garantir a efetividade da investigação e impedir a continuidade das condutas sob apuração”, explicou o delegado. Entre outros alvos investigados, estão um ex-prefeito de Garopaba e o atual prefeito de Pescaria Brava, Luiz Henrique Castro de Souza (PP). Conforme a Polícia Civil, o inquérito tramita sob absoluto sigilo por determinação do Tribunal de Justiça, o que limita a divulgação de detalhes adicionais neste momento.
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“O sigilo é necessário para a conclusão da apuração, em respeito à presunção de inocência dos investigados e às disposições da lei de abuso de autoridade”, destacou o delegado.
Segundo ele, novas informações somente poderão ser divulgadas após o levantamento do sigilo judicial e eventual oferecimento de denúncia pelo Ministério Público. A operação contou com a participação de aproximadamente 50 policiais civis. Os presos foram encaminhados ao Presídio Regional de Tubarão e serão submetidos, ainda nesta quinta-feira, à audiência de custódia junto ao juízo local.
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