Educação

Com bloqueio do MEC, UFSC anuncia redução de serviços de limpeza e segurança

Suspensão no pagamento de R$ 25 milhões vai afetar o custeio da universidade

Divulgação

O bloqueio de R$ 25 milhões das verbas de custeio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) já acarreta problemas para a instituição de ensino. Já nesta quarta-feira (1º) a universidade remodelou o contrato para a segurança do campus com um número menor de profissionais em relação ao contingente anterior. A quantidade de funcionários da limpeza também deve ser reduzida.

A ação da universidade ocorre após o anúncio do Ministério da Educação (MEC) de repassar o bloqueio de 14,54% no orçamento de forma linear às universidades. No caso da UFSC, o percentual foi aplicado na verba de custeio, totalizando um bloqueio de R$ 25 milhões.

A verba até então disponível era de R$ 132,11 milhões e foi reduzida para 106,59 milhões com esse bloqueio. Esse tipo de verba é usada em despesas com contratos de prestação de serviços, bolsas estudantis e materiais de consumo. A ação do MEC pode ser revertida, mas se o dinheiro só for liberado no fim do ano, a instituição deve ter impactos ainda maiores.

Conforme o secretário de Planejamento da UFSC, Fernando Richartz, neste primeiro momento, serão afetados os contratos de serviços e a manutenção mais estética de prédios da universidade.

A preocupação do gestor é que caso o bloqueio vire corte, ou que o dinheiro para o custeio só seja liberado no fim do ano, a instituição tenha que reduzir a oferta de bolsas estudantis e limitar o atendimento no Restaurante Universitário.

— Se o bloqueio virar corte, nós não conseguiremos manter o funcionamento do jeito que está agora — comenta.

Universidade já sofre com redução do orçamento

Richartz explica que a UFSC já vem sofrendo com a redução no orçamento há pelo menos quatro anos. Se o bloqueio se confirmar, o valor de custeio atual (R$ 106,59 milhões) é 7,80% menor do que foi no ano passado, 24,3% menor do que foi em 2020 e 26% a menos do que foi em 2019.

O secretário espera que uma ação coordenada das instituições superiores possa impedir os bloqueios. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) classificou como “inadmissível, incompreensível e injustificável” a ação do MEC.

Uma reunião da Andifes, que ocorreu na segunda-feira (30), tratou sobre o tema. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) está avaliando as possibilidades de ações legais em relação ao corte de recursos às universidades e à ciência.

Com informações do NSCTotal

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