Educação

Com quem andam nossos filhos?

Eles dão trabalho, mas são frutos de uma opção nossa e ao gerá-los comprometemo-nos com a vida deles, porque são vidas que precisam ser acolhidas e cuidadas.

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Filhos são dádivas divinas eternas. Falar deles e sobre eles é sempre muito prazeroso e necessário, pois são prioridades absolutas em nossas vidas, pelos quais renunciamos muitas coisas e assumimos responsabilidades para todo o sempre. Eles dão trabalho, mas são frutos de uma opção nossa e ao gerá-los comprometemo-nos com a vida deles, porque são vidas que precisam ser acolhidas e cuidadas.

O cuidado com os filhos inicia antes mesmo da concepção que, pela lógica natural, deve ser planejada com muito amor. Gerar uma vida sem planejamento pode trazer sérias consequências, tanto físicas quanto emocionais. Dada à luz inicia-se a grande jornada, para a qual não existe décimo terceiro salário, nem férias, nem licenças… É um compromisso para sempre e, intransferível. Assim, depende do empenho e dedicação da família para conduzir este processo com maestria para colher os frutos futuros.

Educar um filho exige muito amor e dedicação, mas é compensador. Precisamos estar cientes de que os nossos ensinamentos se confrontarão com o mundo lá fora e influências podem sofrer, mas nossa persistência garantirá a permanência dos valores incutidos na família. A adolescência é a fase em que a influência externa fica muito evidente, pois é a etapa de autoafirmação, de aceitação pelo grupo. É nesse momento que precisamos ficar atentos às companhias de nossos filhos. Saber quem são os amigos deles, o que fazem, de onde vêm, quem são os pais, que lugares frequentam, enfim avaliar para aprovar, pois uma má companhia traz consequências desastrosas, dentre tantas o uso de drogas. Acompanhar a vida dos filhos é indispensável.

Algumas atitudes podem ser tomadas pelos pais assim que perceberem mudança de comportamento nos filhos. O primeiro passo é manter observação constante. Se perceber mudanças no seu filho, faça com que ele traga os amigos deles para conhecer sua casa. Aproxime-os de vocês. Dialogue e questione sobre suas companhias. Jogue aberto e não tenha medo de usar energia para proibir certos amigos, caso seja necessário.

Existem alguns sinais que os filhos podem dar e servem de alerta sobre suas companhias. Uma mudança perceptível é o modo de ele falar. Se perceber mudança no linguajar como uso de gírias, palavrões, ofensas, até então não habituais, fique alerta. Se começa a desrespeitar a família, mentiras sobre coisas importantes como problemas na escola, lugares que frequenta; se de uma hora para outra começa a trazer problemas de comportamento em casa, na escola, na rua; se sai de casa escondido ou foge… Dentre tantas, essas são algumas mudanças perceptíveis e fáceis de serem corrigidas, se percebidas a tempo.

Não existe receita pronta para educar um filho, mas os pais precisam aprender a viver com eles compartilhando brincadeiras, dedicando-lhes tempo, mesmo que seja pouco, mas com qualidade, respeitando cada etapa de vida. Muitas vezes eles nos farão chorar e nos decepcionar, mas filho é filho.
E como diz o educador Mário Sérgio Cortella: Nós não somos imortais, mas os filhos nos tornam eternos.

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