Futebol

Comunidade do futebol amador está de luto com morte repentina de Gui Praia

Gui Praia se destacou nos últimos anos pelo desempenho nas areias do Balneário Rincão, mas também jogava no futebol de campo pelo amador da região carbonífera.

Foto: Marcus Darolt

A segunda-feira, dia 1º de dezembro, amanheceu devastada para o futebol amador da região. De forma inesperada, morreu nesta madrugada o jogador Guilherme Leacina da Silva, aos 34 anos, mais conhecido como Gui Praia, um dos grandes nomes do Praião e referência no futebol de campo e de areia no Sul de Santa Catarina. A suspeita é de meningite.

Gui, era morador do Balneário Rincão, e sentiu-se mal no domingo, com fortíssima dor de cabeça e febre alta. Ao chegar ao Hospital São José, em Criciúma, foi levado diretamente para a UTI. Horas depois, por volta de 0h24, não resistiu à rápida evolução de uma infecção bacteriana que teria se espalhado pelo corpo.

A notícia chocou atletas, dirigentes, torcedores e amigos. Gui Praia era considerado um fenômeno, um jogador decisivo, respeitado e querido por todos os que conviveram com ele.

Gui construiu uma trajetória sólida e vitoriosa. No futebol de campo, vestiu camisas tradicionais, como Içara, Metropolitano de Nova Veneza e Barão, participando de campanhas importantes e de acessos recentes.

Mas foi na areia que seu nome ganhou ainda mais peso. Gui foi um dos maiores jogadores da história do Praião, competição do Balneário Rincão, onde acumulou títulos, atuações decisivas e artilharias. Também brilhou no Esporte Clube Praia por varias temporadas e por último defendeu o Brasil Pedreiras.

“Um dos melhores jogadores dos últimos tempos na areia. Ele foi hexacampeão pelo Darolt no Suíço da Zona Sul. Jogava muito”, afirmou o jornalista Marcus Darolt, da Rádio Eldorado.

Além da técnica apurada como meia e atacante, Gui conquistava todos pela personalidade: humilde, forte, presente, sempre muito querido pelos amigos e companheiros de equipe.

Sua morte repentina deixou a comunidade esportiva do Sul catarinense em profunda comoção. Gui tinha laços fortes no futebol amador e era reconhecido como um atleta capaz de elevar o patamar dos times onde atuava.

Gui Praia deixa a mulher Gislaine e o filho Lucas, de apenas dois anos (Foto: Rede Social).

A região amanheceu abalada. Um talento raro, um grande amigo, um jogador que marcou gerações no futebol de areia e no futebol amador de campo, partiu cedo demais, deixando um vazio imenso.

Além do talento em campo e na areia, o comportamento exemplar do jogador. “Era um menino educado, de família, e não é força de expressão. Não bebia, era muito ligado à igreja, muito correto. Quando tinha jogo no domingo à tarde, acabava a partida e ele não ficava na resenha. Corria para ir ao culto à noite, na Igreja Quadrangular. Era família de verdade”, afirmou Filipe Pacheco, atual diretor de esportes de Cocal do Sul, é amigo de Guilherme.

Gui Praia será lembrado como um dos maiores jogadores do futebol amador da região em sua era.

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