Procedimento cresce no Brasil e no mundo, impulsionado pelo adiamento da maternidade e pela busca por mais autonomia feminina.
Foto: Divulgação
O congelamento de óvulos tem ganhado espaço como uma das principais tendências em saúde reprodutiva, acompanhando mudanças no comportamento feminino e no planejamento da maternidade. Cada vez mais mulheres optam por adiar a gravidez por motivos profissionais, pessoais ou de relacionamento, buscando alternativas que preservem a fertilidade para o futuro.
Esse movimento também é observado em projeções internacionais, que indicam crescimento médio anual de cerca de 17% no mercado de congelamento de óvulos entre 2023 e 2030. A técnica deixa de ser vista apenas como um recurso médico e passa a fazer parte de decisões estratégicas de vida e carreira, especialmente para mulheres que planejam engravidar nos próximos anos.
Nos consultórios, a procura por informações sobre o procedimento tem aumentado de forma expressiva. Especialistas apontam que muitas pacientes desejam ser mães, mas reconhecem que o momento atual não é o mais adequado para a gestação. Nesse contexto, o congelamento surge como uma forma de ganhar tempo com mais segurança e previsibilidade.
No Brasil, os dados confirmam a tendência global. Informações da Anvisa mostram que os ciclos de congelamento de óvulos cresceram quase 100% entre 2020 e 2023, enquanto o número de óvulos criopreservados praticamente dobrou no período. O maior avanço foi registrado entre mulheres com menos de 35 anos, faixa etária considerada mais favorável para a preservação da fertilidade.
A idade, inclusive, é um fator decisivo para o sucesso do procedimento, já que a quantidade e a qualidade dos óvulos diminuem naturalmente com o passar dos anos. Ao se firmar como uma alternativa cada vez mais procurada, o congelamento de óvulos amplia o debate sobre autonomia feminina, acesso à informação e planejamento reprodutivo consciente, permitindo alinhar saúde, projetos pessoais e escolhas de vida com mais segurança.
Assista ao vídeo no Instagram da Dra. Lisandra Radaelli
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