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Consciência ambiental faz empresa reciclar 50 mil garrafões por mês

Maior produtora de garrafões do Sul do Brasil pretende retirar do mercado a mesma quantidade de material que distribui mensalmente

Em pleno processo de globalização e em meio a uma série de avanços tecnológicos, os cuidados com a preservação do ambiente fazem-se necessários para a manutenção da vida. Pensando nisso, a empresa Sandriplast, de Urussanga, a maior do Sul brasileiro a produzir garrafões plásticos, aposta cada vez mais no processo de reciclagem. A intenção, conta o diretor da empresa, Ramon Sandrini, é reciclar a mesma quantidade de material virgem utilizado e colocado no mercado mensalmente – que gira na casa de 115 toneladas.

Por mês, a empresa fabrica mais de 150 mil garrafões e já recolhe aproximadamente 50 mil unidades, que vêm dos Estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rondônia e Espírito Santo. Como o produto tem data de validade e vence após três anos de uso, eles são recolhidos e reutilizados na fabricação de garrafas para materiais de limpeza e produtos químicos. “O mesmo caminhão que leva os garrafões, traz os vencidos para a fábrica. Estamos adequando a logística para chegar à meta de recolher a quantidade que colocamos na rua. Dessa forma, tudo o que produzimos será reutilizado depois”, enfatiza Ramon.

Assim que os garrafões vencidos chegam à empresa, eles são limpos, ficam sem rótulo e sem tampa, e são triturados. O material é usado junto a uma composição de materiais virgens, pigmentos e outros componentes, que dão a consistência certa para a formulação de novas garrafas. “Além disso, também compramos polietileno reciclado de cooperativas e entidades. No total, são 75 toneladas de materiais reciclados mensalmente, sendo 35 provenientes de garrafões vencidos e 40 comprados de outras instituições”, explana o diretor Rafael Sandrini.

O trabalho com foco na preservação ambiental realizado pela Sandriplast iniciou quando a empresa abriu, mas se intensificou em 2008, quando se estabeleceu a portaria de que os garrafões deveriam ser tirados do mercado a cada três anos. A decisão foi tomada por conta do desgaste do produto ao ir e voltar para a fonte para ser cheio. “Se não for respeitada, fonte, distribuidor e mercado recebem multa. Por isso é importante as pessoas também se atentarem a este detalhe. A data de validade do garrafão está impressa na própria embalagem”, enfatiza Rafael. 

Colaboração: Samira Pereira / Ápice Comunicação

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